segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Não eduque, bata!

Não posto no blog com frequência, mas isto é porque eu gosto de escrever não o clichê, mas aquilo que realmente faz a diferença. E esse é um assunto que, para mim, faz total diferença.
Esses dias estava eu no hospital. Não me sentia bem então logo após o trabalho fui ao médico. Lá há uma recepção e claro, todos estavam sentados esperando o atendimento.
Então que me chega uma mulher com a sua mãe e sua filha. Elas me chamaram a atenção, até porque a menina tinha mais ou menos a idade da minha, talvez uns meses a mais, e ela era negra e a mãe branca, assim como eu e minha filha.
Sendo assim fiquei reparando nas duas. Eis que a menina começa a brincar, afinal é um bebezinho e não aguenta ficar parado. Totalmente compreensível, mas na cabeça da mulher acho que não...
Bom, a mulher pegou a menina rispidamente, com a maior grosseria a colocou sentada no banco da lanchonete e a mandou ficar quieta, isso enquanto a mulher comia. Quem tem filho sabe que é um tanto contraditório a gente comer na frente deles e não oferecer nada, mesmo sabendo que o menino não quer. Enfim, ela não ofereceu nem um pedaço do salgado e a menininha, lógico, tentou tomar da mão dela. A mãe lhe deu um belo e alto tapa, um daqueles que mesmo quem não estava olhando já sabia do que se tratava e, logo em seguida gritou com a menina, fez uma briga, falou pra ela ficar quieta e enquanto isso batia na mão dela.
Ok, tudo bem, são os malditos tapas educativos.
Os resultados desse péssimo comportamento da mãe veio logo em seguida.
A avó resolveu pegar a menina. A avó que por sinal riu de tudo o que a mãe fez anteriormente.
A menina não queria ir para o colo da avó e deu-lhe um tapa e gritou bem alto. E a avó mandou ela não dar tapa e, obviamente, ela deu outro tapa na vovó. E, consequentemente a vó dela disse: olha fulana (referindo-se a mãe) , que menina abusada!

O que??????????? Como assim abusada? Você colhe o que você planta. Se não queria que a sua filha tivesse tal comportamento por que o fez com ela antes? Qual o problema dessas pessoas?
Como você quer que seu filho seja educado, não grite e nem brigue e muito menos bata se você faz justamente o contrário?
Meu Deus, o que há com vocês que batem em seus filhos? Que dão tapas? O que há com a cabeça e a sanidade mental de vocês? Será que não percebem que estão ensinando justamente o contrário?
Crescerão vagabundos? Bom, aposto que o Nem e o Fernandinho beira mar ou até mesmo o casal Nardone apanharam quando crianças, isso não tornou eles as melhores pessoas do mundo.
E os meninos que estão batendo em outros colegas na escola? Será que você realmente acredita que não apanham em casa?
Quem não apanha em casa se espanta com esse tipo de comportamento, acha animal ver uma pessoa batendo na outra, até porque está fora de sua realidade.
Quem não apanha aprende que a calma é fundamental. Quem perde a cabeça e a razão é aquele que precisa gritar, bater, esperniar.
Se você não tem paciência de ensinar mil vezes a mesma coisa ao seu filho, de repetir mil vezes que ele não pode fazer isso ou que pode fazer aquilo então não tenha filhos, porque certamente você não está preparado.
Para mim bater em um filho é como o estupro. Sim, comparo surra com estupro, pois é algo que não é consentido, que invade o corpo do outro e que traz sequelas para o resto da vida, tanto psicológicas quanto físicas (e não é porque você não tem sequelas psicológicas que não significa que outras pessoas não tenham).
E não me venha com essa historinha de nunca diga nunca, de que um dia eu vou precisar. Não me venha com essa conversinha de gente que não tem o mínimo de compreensão e que não sabe o tipo de linha de criação que quer seguir, a não ser aquela repetitiva e que todos dão (e que dá menos trabalho).
Fica aqui a minha indignação em relação a atitudes tão banais e tão naturalizadas na sociedade.
Violência gera violência, e se você sabe disso, por que preserva?

domingo, 13 de novembro de 2011

Vira você a mãe

É engraçado como ser mãe é extremamente fácil. Ser mãe é para quem é mãe e não para meros coadjuvantes que insistem em ser mãe do filho que não tem. Vou explicar.
Durante um ano completo, exatos um ano eu me dediquei exclusivamente à maternidade. Eu não estudei, não trabalhei, não saia, não fazia meu papel de amiga, não era nada a não ser mãe. Isso, para quem acompanha meu blog, sabe muito bem disso. As vezes cheguei até me questionar como mulher ou profissional, e se voltaria um dia a ser tudo aquilo que, como pessoa eu sou.
É uma fase e acredito que a maioria das mulheres que se tornam mãe passam por isso. Mas, em relação a maternidade foi uma fase maravilhosa.
Eu pude exercer meu papel materno e mamífero de forma completa! Não houve impedimentos em relação a nada e tudo foi evoluindo de forma muito natural. Sei que sou a mãe perfeita, a melhor mãe que eu posso ser e isso é ótimo no entanto, só consegui ser essa mãe que eu sempre quis ser e levar a maternidade de uma forma natural porque eu pude tomar as decisões em relação a criação da minha filha, e de tudo aquilo que cerca o circulo entre mãe e filha. Ou seja, eu dominei o meu instinto maternal, eu pude ser mãe de forma completa, não me preocupar se a amamentação estava sendo longa demais ou não, se durava 15 minutos ou uma hora, se eu fazia cama compartilhada ou não, se eu a educava de forma "errada" ou não.
Enfim, nada me foi dito, nada me foi imposto e nada me atrapalhou, até agora.
Depois que eu comecei a retomar a minha vida fora de casa as coisas mudaram. Parece que a mãe aqui não sou eu, mas então quem é?
Parece que ninguém tem a capacidade mental de discernir quando deve opinar ou não. As pessoas, principalmente outras mulheres acham que são capazes de saber o que é certo ou errado na criação dos nossos filhos, será que é simplesmente por terem um útero e poderem ser mães um dia, ou por já serem mães?
Então, eu sou errada porque crio minha filha diferente do que a massa cria? Porque não deixei minha filha berrando no berço aos 1 mes de vida, porque dou beijo, porque dumo (ou dormia até pouco tempo) com ela, ou então porque AINDA a amamento?
Deus me livre, se quer saber erradas são vocês, por acreditarem serem as certas!
Na criação de um filho o que vale é a naturalidade da forma de ensinar e criar. A partir do momento em que as pessoas começarem a enxergar isso tudo vai mudar. A maternidade só será prazerosa quando virmos que não devemos seguir regras, que não devemos agradar ninguém (ninguém mesmo), que devemos assumir nosso posto como mães.
Gente, eu também já fui "da massa", eu também achava super certo a mulher deixar o filho berrando no berço para "aprender" a dormir! Eu achava a coisa mais ridícula e psicologicamente falando, a coisa mais difícil amamentar, aliás aos 8 meses de gestação nem me passava pela cabeça amamentar.
Me dizer que eu não sei criar a minha filha, ah por favor, vê se me erra. Já estou de saco cheio disso. Dizer que é engraçado eu ser mãe. Engraçado o que? Por acaso há piada nisso?
Ser mãe é uma das minhas melhores responsabilidades e eu garanto que a faço muito bem.
Agora, porque eu peço conselhos não significa que eu esteja vacilando ou "reconhecendo" que estava errada. Não! Conselho a gente pede, escuta e aproveita quase nada!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

De volta à vida

Não é que eu tenha deixado de viver, de forma alguma. Quero deixar bem claro, aqui, antes de tudo, que o que quero dizer com "vida" não significa que até hoje eu não tenha "vivido".

Estou passando por uma fase maravilhosa da minha vida, de me encontrar como uma pessoa que há muito tempo eu não via. Não que eu como mãe não tenha sido eu, mas é que há muito tempo eu não tinha uma interação social tão incrível como estou tendo hoje.

Conheci pessoas memoráveis em tão pouco tempo e pude ser abençoada com um emprego incrível! Posso dizer que conheci  pessoas que estarão recordadas na minha memória pelo resto da minha vida, mesmo que a amizade "empaque".

Há muito tempo não via graça em ouvir música, acho que esse é um dos pontos principais que mais me impressionou nesse momento da minha vida. Sempre quando alguém vinha me perguntar que estilo de música eu gostava eu simplesmente respondia que não gostava de música. E de fato, nada me agradava. Não via graça, não achava prazer nenhum em escutar uma música, e há quanto tempo não escutava AQUELA música umas 100 vezes, até enjoar, ou não?

Pois bem, tudo isso mudou. Acho que agora a música é um elemento chave que não pode faltar na vida minha um dia se quer! E isso... Ah, isso é maravilhoso. Só quem passa por isso sabe o que quero dizer.

Acredito que o momento em que me dediquei exclusivamente à maternidade foi fundamental para mim, para me reconhecer como mãe e agora eu posso me identificar como uma mãe maravilhosa, que eu me considero, e também como uma mulher que é capaz de ser e fazer o que bem quiser e isso, meus caros, isso é amar! Isso é perfeito! É completamente inexplicável.

Agora eu sei que posso, aliás eu sempre soube, mas agora eu quero poder!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O tempo e a falta dele

Nossa, eu amo escrever, mas há tempos que não posto nada, nem aqui e em nenhum de meus blogs.
Acontece que minha filha está muito doentinha, mas estou orando muito e creio muito em Deus e na cura que ela terá.
Bom, tudo começou dia 06 de setembro, sim.. dia 06, desde então ela tem sucessivos episódios de febre alta e de tosse "molhada", alergias, urticárias, etc, etc, etc.
Se já é horrível ver a própria filha minha sofrer assim, pior ainda é ter começado a trabalhar. Não estou falando do trabalho em si, estou falando que como acabei de começar a trabalhar se eu já faltar (em menos de um mês) perderei meu emprego.
E todas nós sabemos que é por justa causa, mas convenhamos, quem mais se importa?
Graças a Deus (lá eu de novo) que tenho quem me ajude, meu pai sempre aqui, ele está ajudando muito nos cuidados da Julia, pelo menos pela manhã, de tarde eu volto para casa e posso cuidar dela.
Resumindo, trabalho de segunda até sábado, sábado o dia todo, todo, todo e ainda por cima tenho que cuidar da cria, cuidar da casa e, se der tempo de mim e, quem sabe entrar na internet.
É por isso, minha gente, que sumi, que desfiz orkut, facebook e quase lá o twitter.
Não está fácil, mas eu sei que tudo dará certo!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Eu não busco um pai, busco um homem.

Esses dias estava conversando com umas meninas que conheço, algumas amigas, outras conhecidas, mas enfim, o assunto "namoro", "rolo" e "casamento" surgiu.
Há muito tempo que não tenho um relacionamento sério e esses dias saí com uma pessoa, mas fui péssima companhia. Não consegui disfarçar meu cansaço, meu estresse e também eu não tinha assunto nenhum para falar. Tá, não foi assim tão desagradável minha companhia, ao contrário, foi péssima, até eu odiei. Mas juro, não foi por maldade, for por pura falta de saber o que fazer.
Eu simplesmente não sei mais como demonstrar interesse ou qualquer coisa do tipo, e então expliquei que é porque não consigo ter um relacionamento casual hoje em dia. Pode ser que eu mude daqui uns tempos essa minha visão, mas hoje eu não quero simplesmente ter um caso com alguém que não me dê indícios de que seja algo sério. Não estou falando de namoro ou casamento, mesmo que não seja aquela coisa formal ou fixa, mas nada do tipo "ficar por ficar". Até porque hoje eu tenho uma responsabilidade muito maior, que toma muito do meu tempo e que eu prezo muito, que é a minha filha, mas aí que está. Ao falar isso algumas pessoas confundiram o zelo pela substituição paterna.
Quer dizer, só porque eu penso na minha filha, em primeiro lugar, antes de inciar um relacionamento significa que eu estou procurando um pai para a minha filha?
Não, não é bem assim, não. Pai ela já tem, e muito bem obrigada, agora é errado querer uma pessoa que da mesma forma que goste de mim goste também da minha filha? Ou eu simplesmente devo ignorá-la para ele e ignorá-lo para ela?
Eu não procuro um pai para minha filha, mas procuro um homem que saiba que eu venho com "bagagem", que se tiver que me aceitar terá que aceitar também o fato de que sou mãe, de que as vezes, mesmo que tendo combinado um encontro, tenhamos que ficar em casa porque minha filha não queria dormir, ou ficar com outra pessoa. Que se tem uma viagem, talvez eu não possa ir, que se marcamos um passeio talvez minha filha deva ir.
Mas, se isso é substituir o meu homem por um pai para minha filha, então é isso mesmo que estou procurando.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Saí no jornal

Bom, estou muito feliz que todo o meu esforço esteja surtindo efeito.
Fui convidada para dar uma entrevista sobre parto humanizado para o jornal regional, o Diário da Manhã.
Fiquei muito satisfeita com a matéria e venho aqui compartilhar com vocês, o link é este http://www.dmdigital.com.br/novo/#!/view?e=20110913&p=31

E também se houver alguém que queira vê-la através de meu blog profissional aqui vai o link
http://elisadoula.blogspot.com

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

conflitos psicológicos na gestação

Estava aqui lembrando de mim mesma durante a gravidez.
Durante toda a gestação pensava comigo o quanto o povo falava bobeira, diziam que mulher muda psicologicamente durante a gestação, que os hormônios isso, que os hormônios aquilo. E para mim, sinceramente, era tudo falácia, já que na minha opinião era como TPM, tudo mentira, besteira, que nada disso era verdade.
Engano o meu, hoje analisando bem tudo o que me passou, tudo o que eu sentia, pensava, fazia, tudo estava associado a um desequilíbrio hormonal e psicológico que eu honestamente até hoje não compreendo. Foi uma fase conturbadíssima que por mais que eu tente me explicar, explicar meus atos e pensamentos da época eu simplesmente não consigo!
A gestação me mudou, na fase gestacional, eu não me reconhecia. Dizia e fazia coisas que nunca pensei antes e nem hoje em fazer.
É impressionante como de fato isso não é conversa, é fato. Tudo muda e é inevitável, por mais que não percebamos no momento uma hora, depois da gravidez, ao refletirmos, perceberemos que de fato a gestação traz com ela conflitos psicológicos.
Definitivamente não é um momento fácil, é realmente um momento que deve ser acompanhado de muitíssima paciência por parte daqueles que cercam a mulher. Devem dar um suporte emocional completamente estável, a pessoa que deve dar esse suporte à gestante tem que ter um equilíbrio psicológico gigantesco porque uma hora ou outra também se sentirá abalado, mas não poderá demonstrar.
Como grávida eu sempre pensava que tinha razão, que todos estavam fazendo tudo errado, sofria, chorava, sorria do nada, chorava de novo, gritava, berrada, esperniava, comia e dormia. Essa era minha vida, totalmente oposta a de hoje, hoje me vejo num equilíbrio mental que não me encontrava gestante.
A gravidez é isso, um eterno conflito.

sábado, 3 de setembro de 2011

Agora Doula?

Graças a Deus consegui realizar um dos meus sonhos e me capacitar como Doula.
Bom, para quem quer conhecer mais sobre meu trabalho como doula é só acessar http://elisadoula.blogspot.com/
esse é o endereço do eu blog onde tratarei das questões profissionais em relação a doulagem.
Estou muito feliz e espero poder ajudar muitas mulheres, casais, famílias, bebês.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Amamentação x Violação da prática

Sinceramente, nunca ouvi uma critica dos outros de uma criança que com 3 anos (ainda) chupa chupeta, que com 4 anos (ainda) mama na mamadeira, que com 1 anos (ainda) não sabe usar copinho. Eu não falo nada, para quem me conhece sabe muito bem minha opinião e posição em relação a isso, mas não falo principalmente porque é uma escolha da mãe, ou dos responsáveis. Se quiser minha opinião, se quiser que eu responda algo, aí tudo bem, eu falo mesmo, sem ressalvas, agora acho desnecessário eu transmitir uma opinião sem necessidade.
Entendo que tenho muitas amigas que querem me ajudar, me orientar, é minha primeira filha, mais nova que seus filhos e que, pela experiência sei que tem muito a me ensinar e eu também a aprender. Só que as minhas amigas também me conhecem e sabem muito bem que eu não vou deixar de amamentar a minha filha, então em relação isso pouco tocam no assunto, e se tocam é de forma mais amena.
No entanto estou me sentindo extremamente violada ultimamente, como se eu fosse um bicho burro, uma ameba ambulante que é louca de amamentar uma filha que já tem dentes ou que já anda, e me pergunto "como assim?".
Será que as pessoas não tem senso de crítica, será que não entendem que a mulher tem direito sobre o próprio corpo e de decisão saudável em relação a criação do próprio filho que pariu e que dá a vida?
Pois bem, quero deixar bem claro que não sou uma vaca mimosa, que não sou uma ameba ambulante e que sei criar a minha filha. Erro com certeza, erro todos os dias, mas se erro é tentando acertar, pois é óbviu que não faço nada para ferir a minha filha.
Escutar que eu tenho que desmamar a minha filha simplesmente porque ela tem dentes na boca, porque já anda ou porque tem um ano e já está "velha demais", ou simplesmente porque é nojento, para mim é grotesco. Não, não é nojento. Foi desse peito que ela pôde sobreviver durante os seus 6 primeiros meses de vida exclusivamente, foi desse peito que ela conseguiu e consegue um carinho inigualável, é nesse peito que ela consegue dormir em paz, é nesse peito que ela encontra vida, carinho, amor de mãe.
Não me importo se você acha que amamentar é até os 6 meses ou se o ministério da saúde coloca na caixa de leite um anúncio que amamentação deve ser mantida até os 2 anos ou mais, não me importo se você acha que eu tenho que tampar meu peito (e a globeleza não), não me importo mesmo. Fique com seus pensamento para si, pois eu fico com os meus quando vejo um bebê com chupeta na boca (e confesso que acho até bonitinho uma criança mamando na mamadeira).

domingo, 14 de agosto de 2011

Homem não engravida!

Eu hoje, como sempre, acesso o meu facebook e encontro uma reportagem que é de "dá dó". Na chamada estava escrito a experiência de um jornalista que está prestes a ser pai, sua mulher está grávida de seis meses, no entanto ele escreve que é o "fulano de tal" grávido de seis meses.
Sinceramente, não sei quem inventou essa expressão e não me atrevi a procurar, mas é simplesmente incabível. Quem fica gravidA é a mulher, ponto final. Somente ela sabe o que acontece e por mais que tente explicar ele nunca entenderá. A alteração hormonal ocorre na mulher, os níveis de estresse aumentam na mulher, a frequência cardíaca, o fluxo sanguíneo, o inchaço, o filho. Tudo acontece com ela, aliás com eles, a mãe e o bebê. O pai, querendo ou não, é mero coadjuvante.
Claro que isso não significa que o pai não esteja se formando como pai ao longo dos 9 meses de gestação. Ele se forma pai a medida que vivencia a gestação, que acompanha as ultrassonografias, que vê a barriga crescer, sente o bebê mexer, compra o enxoval, alguma roupinha, apóia a amamentação e a vivencia do parto. Ele constrói o seu papel paterno todas as vezes em que seu desejo de ser pai se aprofunda ainda mais, mas nada disso lhe dá o direito de dizer que está gravidA.
Gravida sim, porque essa palavra não muda de acordo com o gênero, ela se mantém como é, único e exclusivamente porque a gravidez é um estado do corpo feminino e da sua esfera.
Estar grávida significa o inexplicável, que por mais que tentemos expressar é impossível de entender se não estiver gravida!
A gravidez, o parto, a amamentação é um momento da mulher! Claro que pode ser compartilhado, pode ser vivido pelos outros que estão a volta, mas não pode ser experienciado.
Ao invés de nos tirar até mesmo a capacidade de gestar, vivenciá-la, mas sem tomar posse dela, isso é se formar como pai. É permitir que a mulher geste seu próprio filho, sem querer se apossar dessa vivência única da mulher. Permitir que escolha a forma de parir, permitir que escolha amamentar, permitir que escolha CC.
Porque não importa o que digam, ou o quanto o homem participa da gestação da mulher, somente nós mulheres sabemos o que é estar grávida.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sindrome da desistência

Não sei se desisti ou se deixei meus instintos maternos falarem mais alto, mas a verdade é que não desmamei e nem se quer tentei desmamar minha filha.
Não que não tive coragem, não é isso, mas é que simplesmente não preciso. Sei que posso conviver com isso, mas algo me fez refletir.
Há horas em que definitivamente amamentar enche o saco! E enche mesmo, assim, da agonia, dá até raiva. "Ô coisa chata!".
Mas há horas em que simplesmente amamentar é preciso, somente por ser.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Quero ser independente

Esses dias essa questão de independência vem rodeando minha mente.
Uma amiga minha veio me falar que é independente porque saiu da casa dos pais. Discordo, não considero isso ser independência, aliás não considero nem de longe.
É apenas uma fase, fase pela qual passei, pela qual enfrentei e que me fez amadurecer e errar demais. Isso para mim não é independência é aprendizagem, é uma etapa da vida.
Tenho uma prima a qual me orgulho muito, vivo pensando que quando crescer quero ser igual ela, se chama Valéria e ela é um grande exemplo para mim. Independente como só ela. Uma mulher maravilhosa, que se esforçou para conseguir um cargo público maravilhoso, comprar o carro do ano, vestir as melhores roupas, conhecer as pessoas mais influentes e ser a mais influente. Ela é incrível, e mora na casa dos pais, e aí? Ela é não é independente, então?
Aliás, casa dos pais que por sinal é nossa, não é mesmo? Por que falamos tanto "casa dos pais" se é a casa em que crescemos, que moramos que convivemos desde o nascimento (ou não).
Portanto esse conceito de "independência" para mim não existe.
Mas, apesar de todo esse desabafo, não era sobre esse contexto que queria falar. A independência que busco é entre eu e minha filha. Não sou louca de dizer que quero que ela tenha autonomia desde já, não é isso, mas ao contrário, quem precisa sou eu.
Quero minha cama de volta, quero dormir uma noite inteira novamente, quero pode escovar bem os dentes pela manhã e, principalmente, ter meios seios de volta! Acho que esse é o principal.
Eu amo dormir com minha filha, cama compartilhada para mim é uma ótima opção, mas cansei.
E estava conversando com outras mães que tenho o prazer de conhecer e nossa, acho que é a hora do "cansei" rsrsrs
Decidi que vou começar um desmame gradual, não natural e definitivo. Foi uma decisão que somente eu tomei. A amamentação é algo maravilhoso, mas já estava se tornando, além de cansativo (que sempre foi, apesar de tudo) desgastante. Eu estou exausta e estressada, não posso e nem quero mais continuar.
Bom, se é essa a independência que busco, então terei de fazê-la!

domingo, 24 de julho de 2011

Ter filho não é pra todo mundo

Vamos ser francos: quem realmente tem capacidade para se dedicar a uma criança como deveria. Faça a análise antes de ter uma


Será que todos os seres humanos precisam ser pais? Não sei. Cuidar bem de uma criança, além de ser de sumária importância, dá um trabalho danado. Crianças choram à noite, nem sempre dormem bem, precisam de cuidados especiais, de limpeza, de banho, alimentação, ser educadas e acompanhadas até a idade adulta. E, principalmente: crianças precisam da presença dos pais, sobretudo as menores, que requerem a mãe na maior parte de seu tempo. Não é dando dois beijinhos pela manhã antes de ir para a creche, ou colocando a criança para dormir à noite, que será possível transmitir segurança, afeto e tranquilidade. Escuto muito a seguinte frase: “Doutor, o que interessa é a qualidade do tempo junto e não a quantidade”. Duvido. Diga ao seu chefe que você vai trabalhar apenas meia hora por dia, mas com muita qualidade. Certamente ele não vai gostar. Seu filho também não. 

Sejamos sinceros, nem todo mundo está disposto a arcar com esse ônus. Talvez seja melhor adiar um projeto de maternidade, e mesmo abrir mão dessa possibilidade, do que ter um filho ao qual não se pode dar atenção, carinho e presença constante. Lembre-se que é preciso dedicar um tempo razoável: brincar junto, fazer os deveres de casa, educar, colocar limites.

Como fazer tudo isso e ainda continuar no mercado de trabalho? Usando seu horário de almoço para comer junto com seu filho. Fazendo visitas na creche durante o dia. Passeando no final de semana, em atividades em que a criança seja prioridade, como praia, parques, jogos em conjunto. Por favor, isso não inclui shopping center.

Sou obrigado a fazer todas essas coisas? Claro que não. Mas ser pai e ser mãe também não é uma obrigação, sobretudo nos dias de hoje em que a vida oferece infinitas possibilidades. Trata-se de uma escolha. E, como toda escolha, pressupõe que você abra mão de outras tantas. O que se propõe? A volta da mulher à condição de dona de casa? Também não. O que se propõe é a conscientização da paternidade e maternidade. A infância determina a vida de todos nós. Ela é fundamental para a existência humana. Na esfera psíquica, os primeiros dois anos significam a base da construção de uma personalidade saudável. A violência, a agressividade, a falta de ética, a amoralidade dos tempos modernos não são apenas fruto de dificuldades econômicas e sociais, mas da falta de amor, educação, limites.

Com a vida moderna, as crianças passaram a ocupar um papel secundário ou terciário na vida familiar. Lembre-se de que o futuro da humanidade vai depender dessas crianças que, provavelmente, chegarão aos 100 anos de idade. Fico triste quando, no consultório, a mãe não pode estar presente, ou o pai. E nem mesmo a avó: apenas a babá.

Deveríamos fazer uma análise tranquila antes da maternidade ou da paternidade. Queremos mesmo mudar nossa vida? Vamos ter condições de participar intensamente da vida desse novo ser? Se lograrmos essa consciência, tenho certeza de que o mundo irá melhorar.

José Martins Filho é médico pediatra, autor do livro A Criança Terceirizada, professor e pesquisador do Centro de Investigação em Pediatria

Não quero festa mesmo

Há quase um ano atrás nasce minha filha, Julia Valentina. Hoje ela tem pouco mais de onze meses, claro. Está andando, comendo de (quase) tudo, apontando, falando mamãe, querendo mamar (sim, ela AINDA -?- mama).
Acredito que estou na melhor época da minha vida, possuo um motivo para viver e tenho a oportunidade que poucas pessoas, concluir a faculdade e trabalhar, e agradeço a Deus por isso.
Quando saio na rua com a minha filha fico tão orgulhosa. Sou mãe, sou além de tudo mãe e isso é maravilhoso. Há tão pouco tempo consegui este título, então por que não comemorar?
Sim, comemorar a maternidade. Um ano de maternidade. Também comemorar um ano do nascimento de minha filha, mas convenhamos o primeiro ano é para nós, porque os bebês, tadinhos, mal sabem o que está acontecendo, isso quando não querem dormir e aquele tanto de gente fica pegando neles e dando beijos e abraços e parabéns.
- Parabéns? Parabéns pelo quê?
Bom, na verdade acredito que nossos filhos entendam que aquele dia está sendo comemorado, algo muito bom está acontecendo e pode até entenderem que é seu aniversário, mas convenhamos o que nossos filhos mais querem é ficar conosco, de preferencia dormindo e mamando!
Pois bem, por conta de tudo isso conclui: não farei a festa de aniversário de um ano da JV. Para quê?
Mas mudei de idéia. Mudei, assim, em cima da hora, mas quero fazê-la. Quero fazê-la porque quero olhar para trás e pensar que tive a oportunidade de comemorar o primeiro ano de vida da minha filha, o primeiro ano de mãe, o nosso primeiro ano. O ano em que há maiores conquista e descobertas e que se aprende a virar, arrastar, engatinhar, andar, mamar, comer. O ano de maiores mudanças e que comemorei como boba cada uma delas. Inclusive ontem, quando a Julia realmente andou pela primeira vez (e não parou mais).
Então sim, vou fazer, vou gastar pouco, uns R$200,00 eu espero, não será uma festa, mas sim uma comemoração em casa mesmo com as pessoas mais próximas e que mais nos apoiaram e estiveram presentes, mas principalmente presentes na vida da Julia.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Retomando à vida!

Cá estou eu, acho que nunca estive em um momento tão realizador na minha vida. Parece que tudo, absolutamente tudo está conspirando ao meu favor, e com isso me torno não apenas uma mulher, mas uma mãe mais feliz e mais tranquila.
As realizações pessoais, como o GHUAPA e novas amizades me fez respirar um ar novo, diferente. Consegui uma bolsa com a ONG Amigas do Parto para fazer o curso de Doula, em troca estou traduzindo o curso em espanhol, também farei um curso de promoção de eventos e cerimonialista, olha que chique, posso até preparar meu próprio casamento hahaha, além disso a transferência da faculdade está positiva (de volta a cidade natal!).
Mas não apenas isso, me encontrei como mulher, encontrei a beleza do meu corpo, do meu rosto, dos meus cabelos. Encontrei também um tempo para mim e para me arrumar, me valorizar. Tenho me arrumado mais, me produzido mais e investido mais em mim.
Minha filha; ah, a minha filha. Já tem quase um ano, e quem diria, como passa rápido. Nesse tempo aprendi um pouco do que é ser mãe e conciliar minha carreira, minha vaidade e minha maternagem. Não há nada mais compensador e motivador na vida se não, ser mãe. Sem a minha filha simplesmente não tenho motivos para viver.
Comemorei o dia das mães daqui a pouco o dia dos pais. Pai sim, pois sou a mãe e sou o pai da minha filha. Sou eu quem a sustento, quem a crio, quem a registrou (e ninguém mais). E sou muito orgulhosa disso, de tudo o que posso fazer por ela. Porque tudo o que estou fazendo é por ela.
E depois de lembrar de um dos meus Posts: a primeira vez em que chorei, penso que é sim sofrido e difícil, mas que sou sim capaz de me encontrar, que eu não estou perdida entre vários papéis num só, que sou capaz de me encontrar e de fazer da Elisa-mãe a Elisa-mil-e-uma-utilidades, e isso é maravilhoso.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Momento expectativa

Estou muito, mas muito, mas muito ansiosa mesmo.
Amanhã será um grande dia para mim. Junto com duas mulheres de guarra; Michelle e Inês, consegui fazer com que o GHUAPA se tornasse possível e real. Que saísse do plano imaginável para o plano real e palpável. Palpável sim, pois está bem aqui, na minha frente e eu posso tocá-lo.
A grande expectativa se deve ao fato de que amanhã será a primeira reunião do grupo, fico com medo de travar, não conseguir falar, de não saber o que responder ou o que fazer. Medo de não ter espaço suficiente para acomodar todas, ou de faltar todas e ter muito espaço vazio.
Essa incerteza me faz ter ainda mais certeza de que esse projeto foi algo necessário. A incerteza parte do ponto de nunca ter tido uma experiência do gênero aqui em Goiânia. Não há muitos grupos de apoio ao parto humanizado, os que tem são pouco divulgados e atingem um baixo número de participantes, ou são cursos, ou então é para casais. Mães solteiras, desquitadas ficam onde?
O GHUAPA não, este foi um grupo em que sabia que se trataria de mães e mulheres em diversas situações, por isso é focado apenas para elAs.
O link do grupo fica AQUI e a expectativa também, não vejo a hora do dia de amanhã chegar, de quebrar o gelo e de finalmente fazer com que tudo aconteça!

terça-feira, 14 de junho de 2011

As perguntas Cretinas

Muita gente vem falar comigo com pena. Com aquela curiosidade maldosa, com aquelas perguntas cretinas e mais parece que querem ouvir aquela resposta infeliz do que qualquer coisa na vida.
“Nossa, mas você está com quantos anos? Você já tem filha? Meu Deus, e vive aí, com seu pai? E seus pais como estão em relação a ela? E aí, parou de estudar? Você ta fazendo o que?”
Me pergunto se é pura ignorância ou se é por implicância mesmo. Será realmente que eu precisaria responder? Por que não me perguntam coisas do tipo: Você está bem? Nossa, como sua filha é linda. Vocês brincam muito? Seu pai gosta de passear com ela? E os estudos vão bem?
Mas sabe o que é mais engraçado, eu também faço o mesmo (acredito que hoje posso dizer “fazia”). Esses tempos um amigo me informou da gravidez de uma conhecida (que não gostávamos muito). Não sei por que, e me envergonho de dizer isso, eu ri.
Ri como se dissesse: está vendo, você achou tão engraçado comigo, pensou que isso nunca iria te acontecer, e agora?
E hoje me pergunto por que pensei essa estupidez. Minha ignorância na hora foi de pensar o que todos pensam, é claro: Está vendo? Agora eu quero ver, com filho pra criar. Ah, agora sim, acho é pouco.
Burrice a minha. Eu poderia dizer que mal sabia eu que o que eu pensara era a coisa mais idiota do mundo. Mas a verdade é que eu sabia.
Então, o que me levou a pensar dessa forma?
Para dizer bem a verdade, a resposta eu não sei. Talvez pela criação, minha mãe falando sempre que filhos são as piores coisas do mundo. Talvez pelo massacre social à mulheres (nunca homens) que tem filhos fora do casamento. Mas a verdade é que até em casamentos, quando se avisa que quer ter filho, sempre há alguém para criticar, para crucificar a maternidade.
Então, me pergunto novamente, por que eu ri?
Porque no auge da minha burrice eu deixei transparecer o meu senso comum, o meu “pior lado”.
Um filho não é simplesmente uma benção porque dizem ser. Ter um filho significa mudança. E quando se tem filho a vida muda, para melhor.
O amor inexplicável torna a ser inexplicável, e o amor incondicional realmente torna-se real, ele passa a realmente existir. Traz luz para a casa, literalmente traz luz para casa, queremos mais janelas e portas abertas, porque queremos ver o dia lindo de chuva ou de sol lá fora. Ter um filho em qualquer situação (digna) que seja é uma dádiva e com ele vem transformações, felicidades, maiores alegrias, satisfações e a vida torna a ter sentido. Ela faz sentido.
Portanto, voltando ao cerne da questão, ao me perguntarem se a minha vida está boa, se alguém está aceitando minha filha (nunca intendo essa indagação) e se estou fazendo alguma coisa.
Bom, será que posso responder que estou evoluindo mais do que você, e mais satisfeita?

domingo, 5 de junho de 2011

A eterna metamorfose dos bebês

Se há uma coisa que descobri neste curto periodo materno é que os bebês mudam.
Eles mudam constantemente e por qualquer motivo, seja uma dor do dente que está nascendo, seja o pico do crescimento, seja a fase da crise ou a crise dos 9 meses. Eles são dominados por fases que se juntam e parecem uma só.
"Treinar" um bebê a dormir é uma matéria impossível, não há possibilidade de fazer o bebê dormir sempre de tal maneira.
Por mais que haja uma rotina e que na maioria das vezes o bebê durma de uma maneira, sempre há mudanças.
Lembro-me de um dos meus posts, escrevi que consegui finalmente fazer Julia Valentina dormir sem mamar. Realmente, ela dorme sem mamar, na maioria das vezes, mas também tem vezes que eu simplesmente não sei como a coloco para dormir. Simplesmente não sei.
A pego no colo, embalo e vejo que aquilo que estou fazendo simplesmente não está adiantando de nada. Mas ao mesmo tempo penso: Isso é o que fazemos todos os dias!
A hora da comida é outra batalha. É ótimo que Julia coma de tudo, mas há dias que não come absolutamente nada. Me pergunto até como ela consegue?!  Simplesmente não come. Mas mama, pelo menos, né?
Há alguns meses atrás Julia odiava sair, não gostava que outras pessoas se aproximassem dela e se quer tocá-la. Chorava muito, então resolvi não insisti. Deixei de sair, de ir ao shopping ou casas de outras pessoas, enfim, resolvi fica em casa a maior parte do tempo, até mesmo supermercado eu racionava.
As pessoas sempre me diziam: Tem que inisistir, tem que forçar para ela aprender.
Nunca entendi isso, quando a gente tem um medo, de altura, por exemplo, então tem que colocar a pessoa no alto de um prédio sem proteção para ela aprender? Ou medo de água. Deve jogá-la no meio do oceano?
Nunca a forcei a nada, sempre pensei que uma hora ela aprenderia. Hoje Julia adora sair! Ela fica quetinha no começo, perto de mim, na dela, mas depois de um tempo se familiarizando com o local, é ela quem chega perto das pessoas e fica brincando, puxando o cabelo dos outros hahaha é a coisa mais linda do mundo!
Ela também sempre teve a hora de dormir, depois das 16:30 horas eu não saia de casa, porque ela ficava estressada, cansada, ela queria ficar em casa, se preparando para a hora de dormir, que no caso dela, ela já fica com sono por volta das 17:50.
Pois bem, era horrível, mas também não saia por volta desse horário. Mas mês passado, no aniversário do meu irmão, resolvi levá-la. Era de noite e ela simplesmente ficou a noite inteirinha curtindo, brincando com as outras crianças e feliz! Chegou no carro e pumba, apagou!
E, novamente, o que aprendi?
Não preciso forçar minha filha a nada, ela tem seu tempo, sua hora e uma hora ela aprenderá a se manter acordada quando precisa, a se familiarizar quando se sentir segura, a se adaptar a novos lugares. Eles vivem em metamorfose. São bebês em eterno aprendizado, e que bom, pois sou mãe em eterno aprendizado também.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Parto Natural

Vi esta imagem no FB, depois vi no blog Mamíferias e como eu estava há um tempo sem postar, por conta do grupo que estou fundando o GHUAPA, então resolvi dar uma passadinha aqui e publicar uma das coisas à qual defendo. 
Mas volto em breve!

sábado, 21 de maio de 2011

Mãe de merda e A Mãe Perfeita

Há algum tempo encontrei no twitter o @maedemerda. Até aí "tudo bem", até porque ironia há sobre tudo e todos, mas hoje a surpresa foi maior. Encontrei o @dorianamae, A mãe perfeita.
Achei os dois ridículos.
Entendo que ambos ridicularizam os esteriotipos de mãe, mas ambos são completamente infantis e errôneos. 
Ambos os perfis padronizam o tipo de mãe que devemos ser. Ou você é a mãe que quer sempre ser perfeita ou você é uma mãe "comum".
Além de discriminar a mulher que quer sim encontrar o melhor meio de exercer a maternidade, também ridiculariza, mas de forma irônica as mães "comuns". Quer dizer, você não pode tentar ser uma mãe perfeita, você tem que ser que nem todas as mães aí da sociedade.
Honestamente não me encaixo em nenhum desses tipos de mães. Sou uma mãe que quero fazer o melhor para a minha filha e não para mim em primeiro lugar.
Sempre digo que desde quando assumi colocar minha filha no mundo nunca mais pensei em mim em primeiro lugar, desde o parto até o fim da minha vida. Até porque, quando se tem um filho nós é que devemos nos adaptar a rotina deles, até que eles entendam que devem também seguir uma rotina. 
Achei um desrespeito tremendo a ridicularização que fazem sobre a mãe que amamenta prolongadamente seu filho, como "minha mãe é uma desnaturada, n me amamenta + há uns 25 anos. posso tomar meu próprio leite?" ou "Aqui mesmo já contei zilhões de vezes do meu primo q, antes da entrevista d emprego, foi amamentado pela mãe - e foi contratado!".
Isso é um absurdo! Nós mães que amamentamos sabemos o sacrifício que é para superarmos preconceitos e desrespeito por parte das outras pessoas, os "telespectadores". Mulheres curtindo com a cara das próprias mulheres a custa de que? De uma comédia?
Sinto muito, mas não faz meu tipo. 
E para ser sincera o Mãe de Merda nem é tão agressivo assim, o que me chocou mesmo foi o tal de Mae Perfeita, porque este sim, é uma falta de respeito com todas as mães que tentam exercer de forma mais instintiva a maternidade. Se não temos o direito de sermos respeitadas pelas próprias mulheres, então damos motivos para os homens fazerem o mesmo! Triste.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Medo do parto: Normal ou Cesariana?

A questão do medo é que está enraizado na cultura brasileira que a mulher não é capaz, que a gravidez é uma doença e deve ser acompanhada por um médico. Não é atoa que o Brasil agora é o país com o maior número de cesarianas no mundo, isso não é o ideal, nem o natural.
Um parto normal, natural, tem tudo para dar certo. Um parto domiciliar para uma gravidez de baixo risco é maravilhoso.
O que devemos prestar atenção, ao incentivar o parto normal, não é apenas referir-se as dores postumas ao parto cesariano, mas também ao fato de ser de maior risco para a mãe e para o bebê, sendo 2,7 vezes mais risco de morte materna que um parto normal, além disso a mulher deixará de protagonizar um momento tão emocionante, tão gratificante e forte, de ligação com o próprio ventre e com o bebê que virá ao mundo.
A sensação de que conseguiu, de que conseguiram, de uma experiência única e inexplicável, pois de fato é.
O parto é um evento que DEVE ser demorado, a mulher e o bebê estão sendo avisados que passarão por um novo ciclo, o processo de nascimento. Hormonios são liberados na corrente sanguinea da mãe e do bebê, estimulando o estresse, avisando ao filho que ele nascerá.
A dor é parte do processo, e ela avisa o corpo de que tudo está indo bem, normalmente.
O ideal também é que a mulher busque informações: Por que eu quero uma cesariana? Que imagem eu tenho de parto normal? Como eu posso mudar isso? E por que eu quererei mudar essa minha opinião/visão?
Uma cesariana hoje em dia com certeza não tem o mesmo pós operatorio que antes, muitas mal sentem dor, os riscos são menores (apenas 2,7 vezes mais que um PN), fazê-la é prático hoje em dia, mas por que devo fazê-la se ela é uma cirurgia para salvar vidas e não para rotina?
Sem contar que não devemos nos limitar à opinião do médico.
A maioria não quer "perder" tempo acompanhando uma mulher que queira um parto normal, que pode levar dias, para que no fim das contas ganhe R$600,00.
Concordo, é pouco, mas ele não faz todo o trabalho, aliás, não faz trabalho algum e ainda ganha por isso. Um médico deveria acompanhar um parto e casa ocorra um imprevisto intervir.
Ele não precisa querer fazer um parto, ficar de hora em hora indo fazer o exame de toque (que não precisa se feito, a não ser que a gestante peça ou que o tempo de TP* seja mais que 12 horas, por exemplo).
Hoje fiquei chocada. Assisti A História de um Bebê. Programa que passa no Discovery Home e Healt. Fiquei muito triste pela parturiente, já que ela foi completamente enganada e iludida.
Ela chegou ao hospital em TP, pouco mais que um centímetro de dilatação e foi internada. Deram-lhe ocitocina, mandaram-na ficar deitada o TP inteiro (enquanto durou). Ela não queria peridural, mas com 4 cm já não estava aguentando, e lhe deram.
Esse foi o fim. Já li que o TP pode estagnar após analgesias, o coração do bebê pode diminuir de batimentos e o TP evolui para uma cesariana, que antes era descabida.
Após a analgesia ela começou a tremer, o corpo inteiro e incontrolavelmente. O batimento cardíaco do feto diminuiu, mas não drásticamente. A equipe médica pediu para que ela se movimentasse (ah, sério?), assim o bebê poderia ficar numa posição adequada e a oxigenação chegaria melhor até ele. Foi o que ela fez e tudo deu certo.
Até que o médico dela chegou. 7 cm, e ele disse: Não vou mentir para você, está muito demorado, acho que deveremos fazer uma cesariana, mas vamos ver.
Vamos ver, acho que é essa a palavra que todos os enganadores dizem. Uma hora depois (ela continua deitada) e ele faz o exame de toque e diz: 7, de novo. Olha, você está bem, o bebê está bem, mas esse é o sinal de que seu corpo não quer trabalhar, vamos fazer uma cesariana.
Todos, absolutamente todos da família choraram desesperadamente.
Me desculpe, mas doutor, você errou, e feio.
O que quero dizer com essa história é que se tivermos o poder da informação, do conhecimento nas nossas mãos nada nos impedirá de ter um parto idealizado, quisto, normal.
Mas não me inspirei nesta história para fazer esse post de última hora e sem nem saber que viraria uma postagem no meu blog. Estava fazendo um comentário Nesta Matéria e virou esse tremendo comentário, que quis colocar aqui.
OBS: TP = trabalho de parto.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Meu Primeiro Dia Das Mães!

Dia 8 de maio de 2011.
Essa foi a data do dias das mães do ano de 2011. Escrevo para que sempre seja lembrada, pois esta data foi o dia do meu primeiro dia das mães.
Sentimentos guardados costumam emergir em datas especiais, pelo menos para mim é assim. Neste dia não foi diferente.
Um dia antes, sábado, eu já estava comemorando. Comprei comes e bebes dos melhores. Passeei, brinquei com minha filha e comemorei como se fosse o segundo domingo de maio. Mas ainda não era.
Domingo eu acordei simplesmente extasiada. Era uma emoção impressionante sentir e saber que eu poderia comemorar aquele dia, eu agora sou mãe!
Foi um dia lindo, um sol maravilhoso entrou pela janela do quarto e irradiou todo o espaço em que estávamos, eu e Julia Valentina. Um vento fresco, o dia realmente estava lindo!
Acordamos e lá fui eu querendo mostrar ao mundo que eu era a nova mãe na área, comemorando o meu dia. Demos um passeio na rua, "tomamos" Sol e voltamos para casa.
Eu não poderia deixar aqueles momentos passarem em branco, tirei várias e várias fotos e que fotos. Cada uma mais linda que a outra!
Havia um bolo de nozes com chocolate que eu havia comprado um dia antes, ele me aguardava. Corri para a padaria e comprei salgadinhos, refrigerantes (que aqui em casa só para datas comemorativas), docinhos, enfim tudo o que uma festa tinha direito.
É engraçado, só havia eu. Eu e a Julia, claro. Havia também minha mãe, pois também era seu dia (Apesar de eu dizer que agora o dia dela era o dia da avó rsrs) e meu pai ( que fica no canto dele). No entanto parecia uma festa, aquela com mais de cem pessoas, um mega evento.
Eu comemorei como se fosse o dia em que eu tivesse tomado consciência da vida e de como ela é maravilhosa, porque de fato foi como se fosse, mas mais do que tudo eu tomei consciência de que o dia das mães é na verdade o dia dos filhos.
Nada teriamos para comemorar se não fosse por nossas crias. Eles nos deram a dádiva, o prêmio, a felicidade eterna de sermos mães e graças a nossas crias temos o que comemorar. A vida. Os filhos. O ser mãe.
Portanto aqui vai meu cartão de dia das mães, que tanto idealizei:
Minha filha, neste dia tão maravilhoso, tão especial, tão quisto, eu tenho que agradecer. 
Sim, eu que lhe agradeço, por ter me tornado mãe. 
O meu presente maior é você.
Filha, eu só sei amar você! Obrigada por me permitir ser a melhor mãe que eu poderia me tornar, por fazer de mim uma pessoa melhor. Por sempre me colocar no meu devido lugar. Por me ensinar a ter paciência e sabedoria, por me permitir errar, questionar. Por me mostrar o que é o amor. Por fazer com que eu veja a beleza da vida e de viver. Por me permitir romper preconceitos e conhecer o meu coração como de fato nunca conheci.
Julia Valentina, minha filha, nasceu no dia 17 de agosto de 2010. Nasceu no mundo uma nova pessoa, e fez renascer-me. Me fez mãe e uma nova mulher.
Obrigada minha filha, obrigada Deus. E Feliz Dia das Mães!




segunda-feira, 2 de maio de 2011

O amor que não cabe no peito.

Eu nunca entendi essa frase é tanto amor que não cabe no peito.
Como assim, amor que não cabe no peito?
Eu sempre amei, desde quando me entendo por gente vivo falando eu te amo, seja para minha mãe ou meu pai, para minha irmã ou para minha avó; eu sempre amei. 
Nasci e vivi amando, como filha, como mulher, como prima ou neta, mas nunca como mãe. Até 8 meses atrás. 
Quando minha filha nasceu foi amor instantâneo. Eu me lembro do médico a segurando pela nuca e pelo bumbum, assim como todos fazem ao pegar os filhos paridos. Foi uma sensação inexplicável e eu a queria comigo, por perto. Assim que ela nasceu falei: Filha, não chora, a mamãe está aqui. 
Ela parou de chorar, ela ficou ali, na minha barriga, ouvindo o barulho que escutou pelos nove meses passados e sentindo meu cheiro, minha voz. Foi realmente emocionante.
Mas não era esse amor, não era o amor que de tão forte não cabia no peito. Pelo menos não ainda. 
Hoje minha filha acordou mais ou menos uma hora depois de tê-la posto para dormir. Era por volta de 19:30. Mas eu estava prestes a tomar banho, e pedi a minha mãe, que estava aqui, para que a pegasse, enquanto eu tomava banho e ficasse com ela, no quarto, para que ela voltasse a dormir.
Não foi o que ocorreu. Julia Valentina chorou. Chorava compulsivamente e nada no mundo a fazia parar, a não ser eu. Me dei conta de que ela me queria, coloquei uma roupa e fui ao seu encontro.
Assim que peguei minha filha no colo ela parou de chorar mas, logo que se deu conta de que ao adormecer a poria no berço novamente, ela novamente chorou. Mas dessa vez foi um choro forte, um choro sofrido, daqueles que fazia tempo que não escutava. Não era de dor, era de tristeza mesmo.
Ela ficou decepcionada por não tê-la pego e sim minha mãe. 
Eu entendi a mensagem, fechei a porta do quarto, acendi aquela luz de tomada e a coloquei em cima da minha cama. Acariciei suas costas e logo ela foi se acalmando e pegando novamente no sono. Ela então veio em direção ao meu peito, e ofereci-o a ela, que em segundo dormiu, desmaiou. Talvez pelo cansaço de tanto chorar, talvez pelo sono, ou simplesmente por tudo isso e pelo conforto de me ter por perto.
Até então nunca tinha colocado minha filha para dormir com uma luz acessa, possibilitando que eu a visse dormir. 
Ela estava com a perna direita em cima da minha e a esquerda em baixo, igual quando colocamos as pernas sobre o travesseiro quando dormimos. Com o braço ao redor da minha cintura e o rosto no meu peito. O corpo meio que de lado caido na cama. Sim, tudo confuso, mas o mais próximo de mim possível.
Assim que vi aquela imagem não me aguentei, eu senti tanto amor, tanto querer por minha filha, tanto... eu não sei a palavra, acho que ela não existe, não existe porque é tanto amor que não cabe no peito!
E não cabe mesmo, parece que vai explodir, parece que o coração está em aceleração total e crescendo, como se fosse uma massa de pão!
É bizarro de explicar porque é difícil de entender, é inexplicável.
Minha filha, um ser que simplesmente eu fiz, eu desenvolvi e pari. Que alimento, que cuido, que dou carinho e que requer minha presença sem condições. Como não amar?
Se eu não sabia que amor era esse, agora eu sei, é um amor que não se denomina amor, simplesmente porque não existe de outra forma a não ser pela própria cria, simplesmente é.

domingo, 24 de abril de 2011

Depressão na gravidez

Não há apenas depressão pós-parto, a depressão na gravidez ainda é muito frequente, apesar de pouco divulgada.
O fato é que por conta da falta da divulgação muitos parentes, que rodeam a grávida, acreditam que o que estão passando é frescura, há criticas e isso as levam a desistir de expressarem seus sentimentos e procurarem ajuda.
Tenho um grupo, junto com a Michelle (doula em formação rsrs), colaboração de Inês, entre outras, e neste grupo há discussão sobre parto, maternidade e gestação. Uma das gestantes escreveu um tópico que me chamou muita atenção. O tópico dizia respeito de uma angustia da gestação.
Eu em que posso ajudar? Nada, não sou psicóloga, não conheço sua vida... Mas passei por algo parecido.
Apesar de termos história diferentes, sofremos sentimentos parecidos.
O que mais me doía era o fato de as pessoas quererem me obrigar a não sentir nada daquilo que estava sentindo e o pior, me culpar por ainda não amar minha filha.
Dito isso passei a minha experiência vivida para ela, e agora gostaria de compartilhar aqui:
Karen, filhos são sinônimo de felicidade, sobre isso você pode ter certeza.
Mas as vezes é difícil falarmos sobre felicidade, mesmo num momento tão maravilhoso como este.
Assim como você também sofri muito na minha gravidez, chegava a nem desejar minha filha, era depressão.
Descobri com o tempo outras mulheres que passaram pelo mesmo e superaram.
Assim como elas descobri que o grande motivo era a pressão social: Temos que amar nossos filhos assim que sai o positivo!
Não! não é assim, o amor é contruído, é um processo não é adquirido, é algo que vai se moldando e tendo com o tempo, é difícil para muitas mulheres amarem um filho ainda na barriga, até porque, entenda, eles são completos estranhos, completos desconhecidos, você não sabe como é, a aparencia, a personalidade, como você se dará com ele.
Mas a sociedade, que nada sabe sobre isso, quer impor valores. Familiares criticam se demonstramos o não-sentimento, e falam "você nem se quer ama seu filho", simplesmente porque ainda estamos conhecendo esse ser, que nem ao mundo chegou.
Isso aconteceu comigo. E eu tentava entender como todos me exigiam algo que eles se quer sabem o que estão exigindo? Acham frescura, besteira, pensam que é coisa da nossa cabeça, que somos ingratos porque temos filhos saudáveis (ainda na barriga, segundo a ultra) e não agradecemos por isso.
As coisas não são bem assim. Aceitar a transformação do corpo, o novo foco (de mim para um novo ser), uma nova rotina, novas responsabilidades é algo muito difícil. Não é fácil, mas é natural.
Depois que pari minha filha percebi o quanto meus medos e frustrações foram desnecessárias, porque fluiu, foi algo tão tranquilo e natural que nada na minha vida mudou, alias, mudou sim. Depois que temos um filho a vida muda, para melhor.
Percebi o quanto sofri por antecipação e o quanto isso poderia ter sido evitado se as pessoas fossem mais compreensiva e mais honestas, verdadeiras sobre a maternidade.
Maternidade não é sinônimo de sofrimento, de ter o corpo destruído e de completa mudança na rotina. Não!
Maternidade é inexplicável, então para que as pessoas a definem? Cada bebê é um ser único, com personalidade única, assim como cada mãe e cada família! O que as pessoas tem para comparar? Nada!
O corpo muda para que a mente possa mudar, quando percebemos isso, o corpo se altera para que possamos alterar nossos pensamentos de mulher para mãe. A mãe-bebê, pois seremos agora um só.
Depois que aceitei minha gestação, acho que nas últimas 4 semanas, minha barriga, antes inexistênte surgiu, e todos os meus pensamentos mudaram. Fiquei feliz, pude conversar naturalmente sobre o assunto, coisa que antes não conseguia e não era frescura, era sofrido, um engasgo na garganta!
Optei pelo parto normal porque queria ter essa ligação que perdi durante toda a gestação, com a minha filha, quis falar para ela: eu confio em você, confio em mim e quero ter a certeza de que juntas conseguiremos passar por isso.
Meu medo da DPP se foi, pois depois que a tive, todos aqueles sentimentos se foram, eu tive a certeza de que não precisaria guardá-los dentro de mim, Karen, eu não chorei, nenhuma lágrima caiu do meu rosto, eu simplesmente não precisei chorar.



A gestação é um momento divino, mas há mães que precisam de atenção para compreender o que estão passando e a enxurrada de sentimentos que estão sentindo. Dê apoio emocional, não critiquem, não martirizem.
Eu espero que amigas que falam "você deveria amar sua filha", entendam agora que não é algo fácil, imediato, é algo que deve ser compreendido e trabalhado.
A gestação dura nove meses, e não é a toa, além da mudança corporal a mudança psicológica também tem que evoluir junto à barriga, e as vezes esse tempo ainda é pouco para isso.


OBS: o nome foi apagado para preservar a identidade. 

terça-feira, 19 de abril de 2011

Extremista, eu? Sim!

Minhas opiniões são muito fortes, as defendo com unhas e dentes e nunca faço questão de apaziguar isso. Claro que tenho bom senso, não vou chegar, por exemplo, em uma amiga que quer desmamar um filho de 4 meses e enchê-la de insinuações, bem como não chegarei em outra super capitalista para falar sobre comunismo.
Não adianta, isso não convencerá!
Sou extremista sim, mas radical não. Saber usar as palavras é fundamental. E essa semana fui atormentada por palavras grotescas, para dizer o mínimo, sobre a minha pessoa. Como se eu devesse me "adequar as regras" e não expor aquilo que acredito e que pesquiso, que leio e vivencio muito para falar.
Uma mulher pergunta qual o leite ideal para fazer seu filho parar de requerê-la tanto durante madrugada a dentro.
Gostaria de fazer aqui uma observação: leite ideal? Como assim?
Ela diz que já tentou de tudo, e vários, mas mesmo assim seu filho, de menos de 7 meses lhe mama o peito a noite inteira, caso ela o tire do peito ele chora.
A partir de agora não serei eu quem irá escrever, faço das palavras de Laura Gutman as minhas e ponto final.

Anular um sintoma do bebê não deveria jamais ser um objetivo. Pelo contrário. Deveriamos ser capazes de sustentar o sintoma até entender o que está acontecendo e qual é a situação emocional que a mãe precisa compreender ou atravessar. Parte-se do fato de que, se o bebê o manifesta, é porque faz parte da sombra da mãe. Mas [...] O bebê manifesta a sombra, aquilo que não é reconhecido como conscientemente pela mãe. 
[...] De fato, mulheres muito imaturas,  que não foram mimadas, ou não se beneficiaram do olhar atendo e profundo de seus progenitores, costumam ser ingênuas a ponto de acreditar em qualquer coisa e em qualquer um que lhes apresente diante delas com autoridade. [...]
Em relação ao desmame, são tantas as mulheres distanciadas de sua essência, que fica fácil impor comportamentos que atendem contra a lactação defendendo o desmame precoce, às vezes de maneira sub-reptícia. A mais comum ocorre nas visitas pediátricas dos 3,4 ou 5 meses, quando o médico entrega uma 'receita', prescrevendo os alimentos que o bebê deve começar a ingerir. A primeira sensação das mães é de angustia. Mas, acostumadas a deixar de lado suas intuições naturais, aceitam a interferência.  

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sendo menino ou menina, sempre é difícil!

Esses dias saí com um amigo meu. Deixei a Valentina com minha mãe e lá fomos nós, fazer alguma coisa, em pleno domingo a tarde (ou seja, nada...).
Sentamos na praça de alimentação do shopping e lá ficamos por horas, conversando. É claro, naturalmente, que a conversa sobre maternidade surgiu. Falamos da minha filha, da minha vida com ela e logo surgiu o comentário "você gostaria de ter um menino?".
Logo respondi, "não agora, né? Mas sim, pretendo, quero muito um rapaz, quero três filhos. Já tenho uma, faltam dois, mas um tem que ser menino. rsrsrs".
O que ele falou depois é algo que todos falam, aliás, algo que a maioria pensa; "Criar filho homem é mais fácil, né?".
Criar filho homem é mais fácil? Não!
Criar uma menina é bem mais fácil que criar um homem. Os valores sociais são impostos sobre a mulher, a maioria é ensinado na marra. Menina não pode fazer isso, não pode fazer aquilo. "Não senta com a perna assim","não anda desse jeito", "não usa essa roupa", "não fale desse modo", "seja delicada", entre outras tantas coisas mais.
A mulher sabe muito bem como se portar. A começar pela mãe. Uma criança de 3 anos que ainda mama no seio da mãe já é acostumada a comentários do tipo "cubra o seio", "uma menina dessa idade no peito da mãe". O que ela aprende? Que amamentar é visto como algo errado, feio. E por que? Porque mostra o seio da mãe. E não só isso, mas vamos nos ater a isso.
Então amamentar é feio por mostrar o seio? Mas um homem pode andar sem camisa pela rua e não ser criticado. Eu ODEIO homem que anda sem camisa. Eu não quero ver seu corpo, por favor se cubra! Para mim, isso sim é uma falta de respeito.
O que eu percebo é que criar filhos homens é mais fácil porque o preconceito e o machismo predomina. Quando percebermos que criar filhos homens é o maior desafio de uma mãe, aí sim poderemos nos realizar como mães e mulheres, e recebermos mais respeito.
Um rapazinho tem que saber que tanto ele quanto a menina tem as mesmas responsabilidades e os mesmo valores. O que se aplica em um, também se aplica no outro.
Eu quero sim um filho "barão", mas esse barão vai ter muito mais o que aprender que a minha filha. Enxergar que independente do sexo, somos seres humanos com valores que se aplicam justamente a todos (pelo menos em teoria).
Quando isso acontecer a mulher não será mais vista como um produto, um objeto. Não receberá menores salários, não será alvo de machismo, não precisará se preocupar com amamentação em público, já que receberá respeito mutuo, não precisará lutar por um parto normal (sim!).
Nós mulheres somos responsáveis pelo machismo que ainda existe. Os pais (quando presentes) tem sua culpa? Sim, tem. Mas a questão é que tudo caminha numa nova direção. Claro que as coisas estão mudando, até pouco menos de 8 anos, na constituição, a mulher poderia ser "devolvida" para a família se o homem casasse com ela e descobrisse que ela não era virgem. Então sim, as coisas estão mudando, mas lentamente.
Se tivessemos liberdade para decidir sobre aquilo que se refere a nós, mulheres, muitas coisas seriam diferentes. Ao se tratar do aborto, por exemplo, que é permitido em alguns casos no Brasil, em nenhum lugar tem uma assinatura de uma mulher. Se quer que seja proibido, certo, mas por que as mulheres não estiveram presentes nessa decisão, assim como em tantas outras?
Mas sem me desviar tanto do assunto finalizo dizendo que filhos homens ou filhas mulheres, não importa, são todos merecedores do mesmo valor. Nossos filhos não podem ser vítimas do próprio machismo, podem chorar, podem dançar ou o que quer que seja, mas não podemos mais criar novas vítimas. Pelo menos para mim chega!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Minha filha caiu da cama

Sempre pensei que isso nunca aconteceria aqui em casa, comigo, conosco, mas aconteceu.
Ontem estávamos eu e Julinha na cama, pela manhã, dormindo. Pelo menos era o que eu imaginava, que Valentina estava dormindo, mas não, ela estava acordada.
Como um milagre aprendeu a engatinhar em cima da cama, de um dia para o outro, e engatinhou até o pé da cama.
Acordei com um estralo enorme, um barulho como se um peso grandioso tivesse caído do céu, sei lá! Foi horrível, mas eu antes mesmo de abrir os olhos já sabia o que era e onde era.
Não me lembro os detalhes, só me lembro de episódios, como se fosse sequências fotográficas.
Escutei o barulho, e de repente eu estava onde minha filha estava, ali, caída no chão, chorando!
Foi simplesmente inexplicável. Horrível, terrível, não são palavras que descreveria o que senti. Quando consegui acalmá-la, em questão de um ou dois minutos no máximo, percebi meu corpo inteiro tremendo, os olhos completamente abertos, acho que nem pisquei, e ela estava bem, rindo, e o cachorro estava na sala. nem me lembro de ter aberto a porta!
Voltei ao quarto, tentando entender a cena, o que havia ocorrido, e que caos. A colcha no chão, os lençóis embarganhados, parecia que um terremoto havia ocorrido ali. Só então pude compreender que minha filha engatinhou até o final da cama, até porque as laterais da cama tem proteção.
Tivemos sorte! A cama tem o tamanho da minha filha, quando em pé. Talvez uns 5 cm a mais, mas não é alta, o que amenizou drasticamente a  queda. Não houve galo, vermelhidão, nada disso.
Mas houve o trauma. Desde ontem ela não come nada, nem o meu leite, nada. Apenas água, emagreceu 200gm. Toda vez que a coloco na espuminha que tem  na sala, se ela está sentada e cai para trás, mesmo na espuma, ela chora desesperadamente.
Levei ontem e a levei hoje no médico, ambos disseram que ela está bem, está normal, nenhum trauma. A ultima me sugeriu um exame de sangue, para ver se o fato de não comer pode ser alguma doença viral, algo assim.
Não o fiz. Cheguei em casa, dei um banho nela, andei com ela pelo que sobrou do jardim, tentei lhe amamentar, mas nada. Tentei dar a banana que ela tanto ama e nada. Então me sentei na mesa, amassei uma comida para ela, aquela comida sem sal, e comecei a comer, fingir que estava uma delícia. Amassei mais, embolei um pouco e dei para ela.
Para meu alívio, Julia comeu. Comeu bastante. Fiz vitamina de banana (com leite maternizado) e dei no copinho para ela, e ela bebeu, e muito!
Essa parte superamos, mas foram dois dias de terror. Pelo menos da minha parte.
Não consegui dormir essa noite com ela na cama, então fiquei acordada praticamente a noite inteira. Até eu decidir em pegar a espuma, cobrir e dormir lá, com ela. Aí sim, conseguimos dormir.
Agora ela está bem, no berço, adormecida e alimentada. Eu estou bem mais aliviada.
A saúde da minha filha é fundamental para mim, para que eu consiga manter minha saúde física e emocional.
Sei que episódios de queda ocorrerão, mas espero nunca mais ter que presenciar algo assim.

sábado, 2 de abril de 2011

Qual o próximo passo?

É muito bom poder dizer: Eu consegui!
Minha filha dorme no berço e não precisa mamar para dormir. Que maravilha.
Bem, bom realmente é. Mas o que vou escrever vai mais além disso. Aliás, poderia dizer que vai de encontro a tudo isso.
Recebi alguns e-mails relacionados a última postagem que fiz. Todos eles perguntando como eu fiz para fazer minha filha dormir sem o peito, como eu poderia ajudar a treinar seus filhos a fazerem o mesmo e como eu poderia ajudá-las.
Honestamente eu adoro ajudar. Gosto muito que eu possa dar algumas dicas maternas, até porque sou mãe! Mas o fato é que não gosto muito de pensar que estou criando um manual.
É ótimo que tudo que tentei com minha filha tenha dado certo conosco. Mas não foi algo regrado.
Eu e Julinha somos muito unidas. Acho que o fato de nos unirmos tanto foi o que nos deu a liberdade de tomar algumas atitudes diferentes no nosso cotidiano.
Minha filha mama e mama muito. Adora ficar no peito. Ta certo que ultimamente ela havia deixado de lado o peito, mas desde uns 3 dias atrás voltou com força total. E eu nem preciso dizer que eu amo oferecer o peito para a minha filha. Mesmo caminhando para o 8º mês, o que considero pouco, diga-se de passagem.
Além disso nós não nos desgrudamos nem para dormir. Apesar de eu ter conseguido fazer ela dormir no berço, quetinha, na dela e tranquila, não era isso que eu queria. Sentia falta dela comigo, era tão bom. Então eu, toda vez que vou dormir, coloco ela na cama de novo. Nem preciso dizer o quanto minhas noites são calmas, de paz. Pela manhã, ela acorda e nem chora, não grita, não me chama. Ela vê que estou dormindo e fica brincando sozinha. Quando se cansa volta-se a mim e fica pegando no meu rosto, no meu cabelo e, na maioria das vezes, pede para mamar, ou só chupetar, não importa.
Durante o dia, se ela mostra traços de que vai chorar, eu logo pego no colo. Nunca pensei em deixá-la chorar, e não aprecio quem faz isso. Brinco com ela, sento no chão a sua frente, enquanto ela brinca com os brinquedos, e fico mexendo no computador. Se ela me chama, ou se eu quero brincar com ela, lá vou eu!
Durante 6 meses amamentei Julinha, exclusivamente no peito e nunca (a não ser nos 3 primeiros dias, nem sei por que) cronometrei as mamadas, não olhava para o relógio e falava: hora de mamar. Mesmo minha filha sendo magrela, e como é!
O fato é que se eu fosse seguir o "manual", se eu fosse aderir a tudo que me mandaram fazer eu não teria feito nada disso.
Teria deixado que ela chorasse durante minutos, até mesmo horas, durante a noite, somente para dormir de cansaço. Simplesmente porque a pediatra mandou, porque para a pediatra o importante era que eu dormisse, e ela dormiria, consequentemente. Nem preciso dizer que nesta eu não voltei.
Não teria amamentado minha filha exclusivamente, pois segundo esta mesma pediatra, teria que lhe dar água, assim como também água batida com ameixa. Simplesmente porque minha filha estava com o intestino preso, por 10 dias, o que é normal em recém-nascidos. Não dei, deixei agir naturalmente, e ao contrário do que a pediatra disse, ela não tem problemas intestinais por conta disso!
Teria dado mamadeira e chupeta, principalmente porque o comentários do tipo: Tadinha, ela quer uma chupeta; não paravam de serem ditos! Ela não quer, e não quer porque nunca teve e não precisa!
Sem contar as incessantes vezes em que a deixaria reclamar no berço e no tapetinho só porque ela queria minha presença, tem base? Vai mimar a menina para que? Estragar ela? (????!!!!).
Uma mulher "estraga" porque seu marido a afaga todos os dias quando a vê e a elogia? Acho que não...
Nós mães devemos perceber o que é prioridade para os nossos filhos. Quando nos tornamos realmente mães tudo muda. Até todos aqueles conceitos que tinhamos ao estarmos grávidas.
Comigo, pelo menos, foi assim. Quando grávida procurei uma creche para deixar minha filha já aos 2 meses de idade. O que isso acarretava? Nada de amamentação e nada de carinho materno, presença, nada... Também pensava comigo em deixá-la chorando até dormir, até porque esse seria o correto a se fazer.
É.. hoje eu vejo o quanto mudei meus conceitos. O quanto a maternidade me fez perceber o meu papel mamífero. E nós, que somos mães temos consciência de que o melhor é mesmo estar presente, ser presente e se dar por completo.
Acho que foi esse o segredo do sucesso do relacionamento que tenho com minha filha. Quando se é mãe não existe um manual ou um roteiro a se seguir. Há sim uma completa confiança e fidelidade, que nos fazer perceber quando estamos prontos para a próxima fase.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Os hábitos podem ser mudados?

Há algumas semanas percebia que Julia estava ficando mais independente de mim, em relação ao peito. Nada ao ponto de desmame natural, até porque antes do primeiro ano de vida isso é quase que impossível. Mas a vontade dela de ficar no peito e mamar diminui drasticamente.
Ela sempre, sempre mesmo, para dormir ficava mamando. Ela só dormia se mamasse, era hábito. Mas não sei se este hábito foi culpa minha ou se era o querer dela mesmo.
O que eu sei é que bebês não estão preparados para dormirem sozinhos. Então eu concluí que para que ela dormisse teria que ser junto a mim, claro. Mas e a idéia do peito, era realmente necessária?
O fato é que eu sempre que a fazia dormir pensava no futuro, quando ela tivesse por volta de um ano e eu voltasse a minha rotina de estudos a noite (faculdade- periodo noturno), ficava pensando em como faria para deixar ela com algum familiar, enquanto eu estivesse na universidade, já que ela também acordava a cada três horas, apenas para chupetar um pouco e voltar a dormir.
Isso me preocupava bastante, então procurei soluções, e o grupo Soluções para noites sem choro me ajudou muito.
Eu lia TODAS as matérias relacionadas sobre o assunto, e nenhum ajudava, todas diziam que a culpa da minha filha não dormir sem o peito era minha, mas a solução era sempre a mesma, deixar chorar! Foi então que neste grupo eu li uma matéria, em que algo poderia ajudar muito nessa "chupetância noturna".
Bom, a matéria não resolvia a questão de dormir apenas mamando, mas resolvia outra, o fato de que ela acordava só para chupetar, e isso poderia ser corrigido.
Mas, eu li a matéria e conclui que simplesmente naõ funcionaria, que essa técnica não funcionaria e pronto, nem tentei. Foi quando eu ia me queixar novamente no grupo sobre o fato de minha filha acordar constantemente para mamar que eu me dei conta de que se quer havia tentado.
Na verdade eu queria uma solução prática e rápida sem que houvesse mudanças na minha rotina. ou seja, eu queria uma solução impossível!
Tomei coragem e naquele mesmo dia eu tentei a técnica, que se caracteriza da seguinte forma: Quando o bebê acordar querendo mamar dê a ele aquilo que ele quer, quando perceber que a frequência da mamada está reduzindo e o bebê está mais calmo, coloque o dedinho na boca do bebê para tirar a pressão e retire o peito, ao mesmo tempo em que o dedão (ou outro dedo, o que for mais fácil) pressiona o queixo para cima, de forma a "juntar a boca" do bebê, evitando assim que ele perceba que precisa sugar.
Gente, deu certo! Juro! Deu certo de primeira, e ela logo dormiu, coloquei ela no berço e não precisei repetir, na mesma hora a técnica, porque ela não acordou. Mas eu sabia que a noite seria longa. Era um desafio.
Ela acordou novamente, algum tempo depois, e eu fiz a mesma coisa, e novamente funcionou. Na terceira vez, cerca de uma hora depois da última vez, fiz novamente e deu certo.
A técnica deu super certo, mas foi preciso tempo, umas duas semanas, para ela aprendeu que não precisava associar sono à sucção. Foi ótimo!
Foi então que eu parti para a etapa dois. A etapa dois consistia em retirar a mamada apenas para o fim de adormecer. Mamar para dormir é terrível, nós que somos mães sabemos o quanto isso é difícil e interfere em muito a vida da gente e dos nossos filhos, principalmente.
Julia e eu sempre tivemos o "ritual do sono", que funciona da seguinte forma: 17 horas banho, 17:30 a janta e depois da janta ela já está morta de sono, hora de dormir. O que geralmente é por volta das 18 horas, as vezes antes.
Lembrei então de um DVD que vi antes mesmo de ter parido, e nele dava "instruções" de como fazer o pimpolho dormir (como se filhos fossem todos iguais), mas alguns indícios de que ela estava preparada para dormir segundos as "ordens" desse DVD, me fez tomar a decisão de arriscar.
Apesar de a Julia somente dormir mamando, quando ela estava para dormir, começava a ficar nervosa porque queria chupetar e não mamar, mas o leite vinha, querendo ou não. E, sempre que eu fazia a técnica de colocar o dedo em seu queixo ela logo se conformava e não mais mamava.
Então lá fui eu, as técnicas do dvd eram: Colocar o bebê na posição vertical, com a cabeça dele na altura do ombro, assim ele poderia encostar a cabeça no ombro ao cansar. Sempre que ele for coçar o olho, tirar as mãozinhas e colocar o nosso queixo em direção ao olho do bebê, assim eles esfregariam o olho no queixo da gente (sensação de agrado e segurança, além de não se machucar, já que quando eles coçam o olhos, as vezes o dedo machuca o olinho deles) e cantar uma música de ninar. No meu caso fiz o ritmo de "nana nenê" mas ao invés de cantar nana nenê que a cuca bla bla bla, eu cantei "para dormir é só fechar os seus olinhos e a cabeça em mim encostar, fechando os olhos, logo irá dormir, pode ficar tranquila que eu estarei aqui.
Eu sei, não tem muita rima, nem combina tanto com a melodia, mas eu queria ajudar ela a entender que ela pode dormir sozinha, e então eu falei como seria essa forma.
No início, ela relutou um pouco, mas logo, cerca de apenas 5 minutos depois ela havia dormido, desmaiado, simplesmente apagou!
Eu cantei vitória, fiquei super feliz, ela estava no berço e dormindo. Mas 30 minutos depois ela acordou novamente. Não entrei em pânico, apenas segui o que havia feito e em menos de 2 minutos ela voltou a dormir. E assim não acordou mais! Juro!
Eu pensei: Ok, deve ser porque hoje ela está de bom humor, mas será que funcionará amanhã?
Hoje, eu não precisei nem esperar a hora de dormir para ter certeza de que a técnica funcionou. Julinha resolveu aderir ao "adormecer sozinha" logo pela manhã. Às 11 da manhã é hora dela tirar soneca, isso é ela quem decide. Ela costuma dar sinais de sono por volta dessa hora, então eu a peguei no colo e na sala mesmo coloquei ela na posição vertical, cantei a música. Ela não adormeceu, mas já vi que ficou mais calminha, então levei-a para o quarto e coloquei ela na cama, ofereci o mamá para ela, mas o que ela fez me surpreendeu. Minha filha simplesmente não quis mamar, ela do nada olhou ao redor, fechou os olhos e dormiu. Simplesmente dormiu. Sozinha, na dela, sem que eu precisasse fazer nada! Ou quase nada.
É claro que eu sou otimista, tenho que ser, mas mesmo assim ainda fiquei na dúvida. Será que ela continuará assim?
Pois bem, deu 15 horas, hora do lanche, dei uma banana pra minha pequena, e logo percebi que ela estava com sono, mas essa hora da soneca, que deveria ser a hora da soneca, nunca foi. Nunca foi porque eu nunca conseguia fazer ela dormir a essa hora. Como ela só dormia no peito, era impossível, já que ela já estava alimentada, sem fome, e quando mamava vinha o leite, e na verdade o que ela queria era sucção para mimir. Então eu já sabia que seria uma luta perdida.
Mas a técnica deve ser infalível. Peguei minha pequena no colo e cantarolei. Logo ofereci o mamá, de novo, mas ela simplesmente adormeceu nos meus braços. E assim está, há 45 minutos!!!

Os hábitos de sono são construídos ou fixos? Eu acredito que são adquiridos e moldáveis. Mas de acordo com a receptividade dos nossos filhos. Pois eu sei que se simplesmente tivesse mudado a rotina de um dia para o outro nada disso teria funcionado.
O fato é que leva-se tempo, não podemos esperar que um bebê de 2 ou 4 meses mude simplesmente do nada, sem nenhum esforço. Comigo, por exemplo, foi uma mudança gradual, que demorou quase 2 meses, seguindo várias técnicas. Mas funcionou, e o melhor, de forma natural, nada forçado e traumático.
Encontrar a melhor técnica depende do fato de conhecermos os nossos filhos, sabermos o que eles estão dispostos a fazer, assim como nós.
Pelo menos essa é a minha opinião.

sexta-feira, 25 de março de 2011

12 mil mulheres são presas por ano, por amamentar

Eu não poderia deixar de publicar essa notícia.
É algo extremamente revoltante e desumano. E eu, como mãe, imagino a tristeza e indignação, além da humilhação que essas mulheres, essas mães sentem.
Quem considera a amamentação um ato ilegal e imoral não deve saber o que é amor e, com certeza, não tem um filho.



 12 mil mães por ano são presas por amamentar em público nos EUA

Mensagem  Vitor mango em Sex Set 24, 2010 7:08 am
12 mil mães por ano são presas por amamentar em público nos EUA
No momento em que líderes políticos norte-americanos bradam hipocritamente contra a repressão de mulheres em países do Oriente Médio, dentro da sua própria casa mães são punidas por exercer o direito de amamentar - nada mais natural. A luta contra a repressão é tão legítima no Oriente Médio quanto nos próprios Estados Unidos (EUA).


Os incidentes da amamentação em público não são exclusivos nos Estados Unidos, há casos de repreensão a mães também na Europa
Quando Janet Jackson revelou - acidentalmente ou não - um mamilo na câmera durante o replay do Super Bowl, em 2004, nos Estados Unidos, provocou um escândalo de proporções gigantescas, conhecidas como Pezongate. Muitos então perceberam que este país é preconceituoso ao extremo.

Mas, se o da Jackson pode ter um viés exibicionista, o verdadeiro termômetro moral americano nos dá estes outros dados: 12 mil mulheres são detidas a cada ano por amamentarem em público seus filhos, e 30.000 por praticarem topless, em contravenção a algumas das leis contra a indecência, em vigor em vários estados dos EUA, de acordo com dados do jornal The New York Times, citado por Suzanne MacNevin, na página eletrônica Citizens for Change (Cidadãos pela Mudança, em português).

Amamentar é legal

No entanto, como referido no artigo MacNevin, "Amamentar é legal os EUA. Inclusive 20 estados promulgaram leis complementares para reafirmar explicitamente isso". Para a secertária de questões da mulher do PCdoB e dirigente da União Brasileira de Mulheres (UBM), Liége Rocha, os dados revelam "um absurdo".

Os incidentes da amamentação em público não são exclusivos nos Estados Unidos. Na Espanha, sem chegar à prisão da mãe, tem havido alguns casos notórios: em 2007, uma jovem francesa foi repreendida por amamentar o seu filho no Museo del Prado, em frente à "La Maja Desnuda", de Goya, para piorar as coisas. Um ano antes, o gerente do restaurante Txapela, em Barcelona, expulsou uma cliente por amamentar o seu bebê.

Liége considera as prisões e repreensões "atos de violência e discriminação contra mulheres que não estão comentendo nenhum tipo de atentado ao pudor ou mesmo à moral, estão exercendo apenas o direito à maternidade", e ironiza: "nos países que se dizem o supra-sumo da democracia, as mulheres não têm o direito de amamentar livremente".

Da redação, Luana Bonone, com Cuba Debate

terça-feira, 22 de março de 2011

Por que amamentar?

Deparei comigo mesma, ontem a tarde, comprando uma caixa pequena de leite nan para a minha filha. Morri de vergonha, mas comprei, comprei e, no entanto não usei.
Não que eu não tenha tentado usar, muito pelo contrário. Contra tudo aqui que prego e acredito eu usei sim o maldito leite em pó para preparar (pasme) uma mamadeira para a minha filha. E por quê?
Tudo começou há umas semanas atrás, quando Julia já estava comendo suas primeiras papinhas de forma a gostar muito. Então ela tomou por si a decisão de não comer em público, assim como também não mamar em público. Por mais que eu insitisse em dar o peito para ela mamar, lutando contras os "mal-olhados" das pessoas ela não mamava, podia estar morrendo de fome, mas não mamava.
Ela não gosta de mamar mais em público e também em um ambiente onde tem qualquer tipo de som. Sons podem existir, mas distantes. Se eu falar um A ela para de mamar na hora e fica olhando para meu rosto ou ao redor. Pura curiosidade. 
Então nesse domingo fui a uma festa de aniversário, ficamos lá por horas, e também demoramos horas para chegar. Ela não comeu nada e nem tomou nada, mas estava morrendo de fome, queria mamar, mas não conseguia, então dei um copo de água para ela e ela tomou desesperadamente. Mas, claro, não foi suficiente. Ela chorava de fome, eu via. Mas o que eu poderia fazer?
Tentei acalmá-la, mas ela só ficava tranquila no colo do avô. Fui sentar na mesa dos convidados e minha amiga estava dando uma mamadeira para o filho. Ele terminou e eu, no desespero, perguntei se poderia usar do leite artificial  do filho dela para fazer uma mamadeira para a minha filha. E o foi o que fiz. Julia Valentina tomou desesperadamente o leite em pó e ficou tranquila, satisfeita. E eu indignada e em dúvida. 
Todos os meus valores, todos os meus conceitos, tudo o que defendo foi por água a baixo nesse exato momento. Mas também todo o desespero da minha filha estava domado, era fome. 
Cheguei em casa e na mesma hora decidi que compraria a tal lata para, quando eu sair com a minha filha, preparar a mistura para ela tomar. Eu comprei, comprai e lata e no mesmo momento em que comprei me envergonhei, falei com minha mãe quase chorando e disse: mãe, não quero que as pessoas pensem que não amamento minha filha, eu estou com tanta vergonha. 
Mal sabia que a resposta para todas as minhas dúvidas estava por vir e da forma que mais me tocou.
Era noite e eu, me rendendo a essa estupidez, conclui que minha filha logo acordaria para mamar (umas 22 horas) e eu poderia dar a mamadeira para ela, por que não? Fiz a dita cuja e ela acordou no momento em que eu calculei. 
Foi uma cajadada no coração, assim que coloquei o bico na boca da minha filha ela ficou ainda mais desesperada, começou a chorar muito, começou a empurrar a mamadeira e não a aceitava de jeito nenhum!  A atitude da minha filha me caiu como uma bomba, eu não precisava que ela dissesse uma palavra, mesmo que não diga ainda, ela não precisava expressar de maneira alguma, de forma nenhuma, eu já havia entendido. Ela queria a mim. 
Não é fome, não é vontade de chupetar, não é querer uma bebida quente para voltar a dormir. É o querer do calor do meu corpo, do carinho e afeto, é querer sentir meus braços abraçando aquele pequeno corpo, o cheiro, o afago, ela quer a mim e pouco importa se terá o leite ou não, ela só quer a presença daquela pessoa que ela mais confia, que sou eu. 
Perceber isso é abrir os olhos e concluir que amamentar não é simplesmente um ato de amor. É sim um ato de amor, mas não O ato. Amamentar é algo muito maior, é se ligar ao filho, é perceber que seu papel mamífero não acaba no ato de aleitamento, mas sim no ato de se entregar àquele ser de forma a fazer com que ele sinta completamente abraçado, completamente quisto e amado. 
Saber que minha filha me chama durante a noite apenas pela minha presença tocou em mim, eu pude perceber que não importa quantas mamadeiras ela tomará, nada irá satisfazer sua vontade se não a mim.
E o tal do leite nan? Eu o tenho aqui guardado, e sei que usarei no futuro, mas quando estivermos na rua e ela estiver com fome e no copinho! 
O que aprendi? É sufocante ter que enfrentar tudo o que está disponível para satisfazer os pais e tornar a nossa vida mais fácil. Se é mais fácil para nós responsáveis pelos nossos filhos? Pode até ser (apesar de eu não achar de jeito nenhum!!!), mas não satisfaz a necessidade deles, das nossas crias. E quando se tem um filho dizemos a ele que nunca os deixaremos sozinhos, que sempre iremos acalentá-los e que nunca vamos aborrecê-los. Mas se cedemos a chupetas, mamadeiras, etc.. a quem estamos satisfazendo? A quem tornamos a vida melhor e mais prática?
Eu sei de uma coisa, hoje eu sei o que defendo e por que defendo. 

quarta-feira, 16 de março de 2011

A fase do desespero da separação

Estudos dizem que por volta do 6º ao 8º mês até os 2/3 anos os nossos filhotes se tornam extremamente apegados a mãe e é nesta fase em que se separar da referência materna se torna um desafio para os bebês.
Pois bem, esta fase está acontecendo bem agora aqui em casa, comigo e com minha pequena. Mas a angústia vem de mim.
Não, minha filha ainda não está ficando tão complicada ao me ver distanciar ou sair de casa, ficando com algum outro responsável, sou eu quem estou desesperada!!!
A explicação é simples. Há três meses, todas as noites, desde seus exatos 4 meses, nós dormimos juntas, em cama compartilhada. Não encontro explicações para dizer o quão maravilhoso é ser acordada pela minha pequena, quando dormimos na mesma cama. Ao me ver acordada, com os olhos abertos, ela abre um sorriso enorme e exala felicidade, começa a bater as perninhas na cama e a brincar comigo, pegar no meu rosto, e quando com fome no meu seio.
É incrível como me cansei menos a partir do momento em que comecei a praticar CC, ela queria mamar e meu subconciênte ouvia e eu logo me virava em sua direção e ela mamava. Não era aquela coisa trabalhosa e penosa de ter que me levantar, pegá-la no berço, amamentar, esperar ela adormecer, colocar ela no berço de novo e voltar para a cama para que depois de 2 ou 4 horas voltar a pegá-la, amamentar e tudo o mais.
Tudo se tornou bem simples e, claro, bem natural. Na natureza nunca ou quase nunca os pais se separam de seus filhotes até que eles estejam preparados para fazer TUDO sozinhos, até mesmo dormir, então por que conosco não pode ser assim? Não é verdade?
Pois bem, tudo estava indo maravilhosamente nos conformes e a prática da CC estava satisfazendo tanto a mim quanto a minha bebê, no entanto do dia para noite, do nada, ela aprendeu a rolar.
Quase morri de susto quando um dia escutei-a chorar e fui para o quarto e ela estava de bruços, em cima da cama!!!! Isso foi há uns 4 dias atrás.
Depois disso pensei "ou compro uma grade de proteção ou a coloco no berço, pois se não algo pior pode acontecer", a grade de proteção do carrefour é a mais barata, com certeza, eu até iria pedir, mas então pensei bem e conclui que, pelo menos por agora, eu ficaria mais tranquila em deixá-la no berço.
"Vai ser uma batalha". Logo soube que não seria fácil, que ela não iria aceitar e que eu deveria estar preparada para, toda vez que requisitada, pegar ela no colo, niná-la e fazê-la dormir. Primeiro dia, muito café e muita disposição e lá vamos nós. Ela mamou, mamou e mamou e tombou rsrssrsrs, logo que adormeceu coloquei ela no berço, pronta e esperando que ela acordasse na mesma hora. Pois bem, isso não aconteceu.
Minha princesinha, minha bebezinha não acordou!!!! E se pensou que as exclamações são de felicidade, aiiii, então, na verdade eu acho que não!! Eu pensei que ela sentiria minha falta, pensei que iria querer ir para cama e sentir meu cheiro e ficar do meu lado, abraçada com a mamãe aqui, mas não foi isso que aconteceu. Gente, ela simplesmente dormiu.
Mas tudo bem, em cinco minutos ela acorda... 5... 10... 60... 120.... 3 horas depois e ela continuava dormindo.
Não acreditei. Era um misto de felicidade com saudade, mas era uma mistura que estava dando certo. Nesta noite fui dormir "tarde", era 23 horas. Eu estava tão ansiosa que não consegui ir dormir no quarto, com medo de que assim que eu deitasse na cama ela acordasse, então me deitei no sofá. Mas achei tão ridícula minha atitude, afinal eu havia me preparado, ora bolas!
Fui para o quarto, deitei na cama e ela acordou. éeeeeeeee, não é moleza, não. Peguei ela no colo, embalei um pouco e ela dormiu!!! Coloquei a pequena de novo no berço e fui para cama. Foi aí que minha crise começou.
"Eu não aguento dormir sem ela!! Eu quero minha filhota comigo, por que eu tenho que dormir longe dela!!". rsrsrs Pode parecer bobagem, mas nossa, eu senti muita falta dela.
Eu relaxei, havia meses que não dormia na minha própria cama, sozinha. Quando eu finalmente desencanei da crise eu pude aproveitar e, caramba, que gostoso. Como é bom dormir tranquila, aproveitar cada espacinho da cama, me esbaldar no travesseiro.
Eu estou superando a crise e nunca que pensei que a minha filha aceitaria tão bem dormir no próprio berço, sozinha, mas ela está aceitando bem, muito bem.
Para mim, que sou adepta a tudo que é o mais natural possível, isso só confirma uma coisa. Mimar nossos filhos, ainda mais bebês. Pegá-los no colo ao menor sinal de choro, dar muito peito, muito amor, não deixá-los sozinhos, não deixar com que eles chorem até dormir e ficar o máximo de tempo com eles, não os "estragam", como muitos dizem por aí, mas sim os tornam mais independetem, com a certeza de que, não importa a situação em que se encontrem, não importa se estão chorando por solidão ou por dor, ou até mesmo por nada. O que importa é que eles sabem que sempre terão quem confortá-los. E essa pessoa somos nós, mães, pais ou qualquer que seja seu responsável.
Quando sabemos que esses seres tão pequenos não desejam mais nada a não ser a nossa presença podemos perceber que não é apenas o físico que importa, mas o psicológico também. Uma criança pode estar bem alimentada, limpo e num berço quentinho, e daí? E se não for nada disso que ele quer? Por que mudariamos isso?
No momento em que aceitamos que nossos filhos necessitam do nosso corpo, do nossos respirar e do nosso carinhos, mais que tudo neste mundo, então não tentaremos mudar seu ritmo de sono, interromper as mamadas noturnas ou fazê-lo dormir em seu próprio berço " a força".
Quando EU percebi isso, não tentei ficar horas embalando a minha filha, não tentei fazer com ela dormisse sozinha em seu próprio berço, eu apenas coloquei na cama, me deitei ao seu lado e dei muito carinho e peito a ela, até que uma hora ela virou de lado e dormiu, dormiu sozinha e confiante de que a qualquer momento que ela me chamasse eu estaria lá.
Acho que tudo isso deu confiança a minha filha para que ela se tornasse mais independente, ao ponto de não se importar em dormir sozinha, mesmo depois de meses dormindo somente com a minha presença e meu abraço.
O amor nos dá a paciência necessária para aprender e aceitar, e nos encoraja a tomar as decisões certas, de forma natural.
Obrigada Deus, por me permitir ser mãe!