segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ame IMEDIATAMENTE!

Bom, hoje eu iria falar sobre o bullyng materno, eu havia pesquisado muito sobre isso, iria comentar sobre o que passo, o que não passo e o que tenho que aturar, ainda mais por ser mãe solteira e não ter um marido.
Mas aí, algo me chamou mais atenção, muito mais. Aliás, acho que por ser ainda mais polêmico e ainda mais tabu, foi que me chamou a atenção. Mas, mais do que isso; foi por ter acontecido comigo e por eu ter achado que não havia ocorrido com mãe nenhuma mais.
Foi então que me surpreendi.
Participo de uma comunidade do orkut, a GPM (Gravidez, Parto e Maternidade), lá eu publiquei uma notícia de li no folha on line e aí os comentários foram surgindo, até que chegou num ponto em que umas das mães falou sobre o amor que devemos sentir pelos nossos filhos imediatamente no momento em que eles nascem, e me arrisco a dizer no momento em que sabemos da gravidez.
Bom, confesso, assim que ela nasceu eu realmente fiquei deslumbrada, olhar para ela era como olhar o maior diamante do mundo. Ela era minha jóia valiosa e não permitiria que nada de ruim ocorresse com ela.
Então fomos para casa, aí as coisas começaram a mudar. Não, eu não a odiei e nem a rejeitei apesar de casos assim ocorrer DPP, eu simplesmente não me identifiquei com aquele momento da maternidade, com aquela responsabilidade, com o fato de que eu era mãe! E logo me questionei inumeras coisas; Como assim sou mãe? Ela é a minha filha? É tão estranho eu ser mãe, eu era apenas uma mulher.
Se você  eu pensava que o amor de mãe era que nem aqueles de novela, que você obrigatoriamente deve se apaixonar imediatamente pelo seu filho e pronto, devo dizer que não é assim. E o engraçado é que eu pensei que isso era apenas comigo, mas assim como o meu caso, há vários.
Um dia, numa festa, havia uma mulher, com seu filho RN. Ela olhou para mim, sozinha (ela estava do meu lado) e disse: É estranho, né? Eu logo pensei: ai ai, é por causa da minha solterisse, e perguntei " O que?". E ela "Ser mãe, ter filho. É estranho, eu não consigo entender." E eu disse que a entendia e que ela poderia ficar tranquila, que o amor pelo filho vai se adquirindo aos poucos, mas que ela iria chegar lá.
Caiu como uma bomba, mas eu vi o olhar dela de como se dissesse "obrigada por me entender".
Com esse post eu finalizo dizendo que a maternidade é tudo, é divina, sensacional, é maravilhosa e HOJE eu não a trocaria por nada nesse mundo. Mas não vamos nos enganar, somos mães, mas não somos perfeitas.
Somos mães, mas não nascemos mães, não sabemos o que é isso e é normal não entendermos também o que é! Somos mães, mas assim como as outras mães enfrentamos batalhas diárias com nossos filhos e maridos  e com toda a sociedade!
Mães não são seres intocáveis, perfeitos e divinos. Permita-nos errar e aprender.

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