segunda-feira, 28 de março de 2011

Os hábitos podem ser mudados?

Há algumas semanas percebia que Julia estava ficando mais independente de mim, em relação ao peito. Nada ao ponto de desmame natural, até porque antes do primeiro ano de vida isso é quase que impossível. Mas a vontade dela de ficar no peito e mamar diminui drasticamente.
Ela sempre, sempre mesmo, para dormir ficava mamando. Ela só dormia se mamasse, era hábito. Mas não sei se este hábito foi culpa minha ou se era o querer dela mesmo.
O que eu sei é que bebês não estão preparados para dormirem sozinhos. Então eu concluí que para que ela dormisse teria que ser junto a mim, claro. Mas e a idéia do peito, era realmente necessária?
O fato é que eu sempre que a fazia dormir pensava no futuro, quando ela tivesse por volta de um ano e eu voltasse a minha rotina de estudos a noite (faculdade- periodo noturno), ficava pensando em como faria para deixar ela com algum familiar, enquanto eu estivesse na universidade, já que ela também acordava a cada três horas, apenas para chupetar um pouco e voltar a dormir.
Isso me preocupava bastante, então procurei soluções, e o grupo Soluções para noites sem choro me ajudou muito.
Eu lia TODAS as matérias relacionadas sobre o assunto, e nenhum ajudava, todas diziam que a culpa da minha filha não dormir sem o peito era minha, mas a solução era sempre a mesma, deixar chorar! Foi então que neste grupo eu li uma matéria, em que algo poderia ajudar muito nessa "chupetância noturna".
Bom, a matéria não resolvia a questão de dormir apenas mamando, mas resolvia outra, o fato de que ela acordava só para chupetar, e isso poderia ser corrigido.
Mas, eu li a matéria e conclui que simplesmente naõ funcionaria, que essa técnica não funcionaria e pronto, nem tentei. Foi quando eu ia me queixar novamente no grupo sobre o fato de minha filha acordar constantemente para mamar que eu me dei conta de que se quer havia tentado.
Na verdade eu queria uma solução prática e rápida sem que houvesse mudanças na minha rotina. ou seja, eu queria uma solução impossível!
Tomei coragem e naquele mesmo dia eu tentei a técnica, que se caracteriza da seguinte forma: Quando o bebê acordar querendo mamar dê a ele aquilo que ele quer, quando perceber que a frequência da mamada está reduzindo e o bebê está mais calmo, coloque o dedinho na boca do bebê para tirar a pressão e retire o peito, ao mesmo tempo em que o dedão (ou outro dedo, o que for mais fácil) pressiona o queixo para cima, de forma a "juntar a boca" do bebê, evitando assim que ele perceba que precisa sugar.
Gente, deu certo! Juro! Deu certo de primeira, e ela logo dormiu, coloquei ela no berço e não precisei repetir, na mesma hora a técnica, porque ela não acordou. Mas eu sabia que a noite seria longa. Era um desafio.
Ela acordou novamente, algum tempo depois, e eu fiz a mesma coisa, e novamente funcionou. Na terceira vez, cerca de uma hora depois da última vez, fiz novamente e deu certo.
A técnica deu super certo, mas foi preciso tempo, umas duas semanas, para ela aprendeu que não precisava associar sono à sucção. Foi ótimo!
Foi então que eu parti para a etapa dois. A etapa dois consistia em retirar a mamada apenas para o fim de adormecer. Mamar para dormir é terrível, nós que somos mães sabemos o quanto isso é difícil e interfere em muito a vida da gente e dos nossos filhos, principalmente.
Julia e eu sempre tivemos o "ritual do sono", que funciona da seguinte forma: 17 horas banho, 17:30 a janta e depois da janta ela já está morta de sono, hora de dormir. O que geralmente é por volta das 18 horas, as vezes antes.
Lembrei então de um DVD que vi antes mesmo de ter parido, e nele dava "instruções" de como fazer o pimpolho dormir (como se filhos fossem todos iguais), mas alguns indícios de que ela estava preparada para dormir segundos as "ordens" desse DVD, me fez tomar a decisão de arriscar.
Apesar de a Julia somente dormir mamando, quando ela estava para dormir, começava a ficar nervosa porque queria chupetar e não mamar, mas o leite vinha, querendo ou não. E, sempre que eu fazia a técnica de colocar o dedo em seu queixo ela logo se conformava e não mais mamava.
Então lá fui eu, as técnicas do dvd eram: Colocar o bebê na posição vertical, com a cabeça dele na altura do ombro, assim ele poderia encostar a cabeça no ombro ao cansar. Sempre que ele for coçar o olho, tirar as mãozinhas e colocar o nosso queixo em direção ao olho do bebê, assim eles esfregariam o olho no queixo da gente (sensação de agrado e segurança, além de não se machucar, já que quando eles coçam o olhos, as vezes o dedo machuca o olinho deles) e cantar uma música de ninar. No meu caso fiz o ritmo de "nana nenê" mas ao invés de cantar nana nenê que a cuca bla bla bla, eu cantei "para dormir é só fechar os seus olinhos e a cabeça em mim encostar, fechando os olhos, logo irá dormir, pode ficar tranquila que eu estarei aqui.
Eu sei, não tem muita rima, nem combina tanto com a melodia, mas eu queria ajudar ela a entender que ela pode dormir sozinha, e então eu falei como seria essa forma.
No início, ela relutou um pouco, mas logo, cerca de apenas 5 minutos depois ela havia dormido, desmaiado, simplesmente apagou!
Eu cantei vitória, fiquei super feliz, ela estava no berço e dormindo. Mas 30 minutos depois ela acordou novamente. Não entrei em pânico, apenas segui o que havia feito e em menos de 2 minutos ela voltou a dormir. E assim não acordou mais! Juro!
Eu pensei: Ok, deve ser porque hoje ela está de bom humor, mas será que funcionará amanhã?
Hoje, eu não precisei nem esperar a hora de dormir para ter certeza de que a técnica funcionou. Julinha resolveu aderir ao "adormecer sozinha" logo pela manhã. Às 11 da manhã é hora dela tirar soneca, isso é ela quem decide. Ela costuma dar sinais de sono por volta dessa hora, então eu a peguei no colo e na sala mesmo coloquei ela na posição vertical, cantei a música. Ela não adormeceu, mas já vi que ficou mais calminha, então levei-a para o quarto e coloquei ela na cama, ofereci o mamá para ela, mas o que ela fez me surpreendeu. Minha filha simplesmente não quis mamar, ela do nada olhou ao redor, fechou os olhos e dormiu. Simplesmente dormiu. Sozinha, na dela, sem que eu precisasse fazer nada! Ou quase nada.
É claro que eu sou otimista, tenho que ser, mas mesmo assim ainda fiquei na dúvida. Será que ela continuará assim?
Pois bem, deu 15 horas, hora do lanche, dei uma banana pra minha pequena, e logo percebi que ela estava com sono, mas essa hora da soneca, que deveria ser a hora da soneca, nunca foi. Nunca foi porque eu nunca conseguia fazer ela dormir a essa hora. Como ela só dormia no peito, era impossível, já que ela já estava alimentada, sem fome, e quando mamava vinha o leite, e na verdade o que ela queria era sucção para mimir. Então eu já sabia que seria uma luta perdida.
Mas a técnica deve ser infalível. Peguei minha pequena no colo e cantarolei. Logo ofereci o mamá, de novo, mas ela simplesmente adormeceu nos meus braços. E assim está, há 45 minutos!!!

Os hábitos de sono são construídos ou fixos? Eu acredito que são adquiridos e moldáveis. Mas de acordo com a receptividade dos nossos filhos. Pois eu sei que se simplesmente tivesse mudado a rotina de um dia para o outro nada disso teria funcionado.
O fato é que leva-se tempo, não podemos esperar que um bebê de 2 ou 4 meses mude simplesmente do nada, sem nenhum esforço. Comigo, por exemplo, foi uma mudança gradual, que demorou quase 2 meses, seguindo várias técnicas. Mas funcionou, e o melhor, de forma natural, nada forçado e traumático.
Encontrar a melhor técnica depende do fato de conhecermos os nossos filhos, sabermos o que eles estão dispostos a fazer, assim como nós.
Pelo menos essa é a minha opinião.

sexta-feira, 25 de março de 2011

12 mil mulheres são presas por ano, por amamentar

Eu não poderia deixar de publicar essa notícia.
É algo extremamente revoltante e desumano. E eu, como mãe, imagino a tristeza e indignação, além da humilhação que essas mulheres, essas mães sentem.
Quem considera a amamentação um ato ilegal e imoral não deve saber o que é amor e, com certeza, não tem um filho.



 12 mil mães por ano são presas por amamentar em público nos EUA

Mensagem  Vitor mango em Sex Set 24, 2010 7:08 am
12 mil mães por ano são presas por amamentar em público nos EUA
No momento em que líderes políticos norte-americanos bradam hipocritamente contra a repressão de mulheres em países do Oriente Médio, dentro da sua própria casa mães são punidas por exercer o direito de amamentar - nada mais natural. A luta contra a repressão é tão legítima no Oriente Médio quanto nos próprios Estados Unidos (EUA).


Os incidentes da amamentação em público não são exclusivos nos Estados Unidos, há casos de repreensão a mães também na Europa
Quando Janet Jackson revelou - acidentalmente ou não - um mamilo na câmera durante o replay do Super Bowl, em 2004, nos Estados Unidos, provocou um escândalo de proporções gigantescas, conhecidas como Pezongate. Muitos então perceberam que este país é preconceituoso ao extremo.

Mas, se o da Jackson pode ter um viés exibicionista, o verdadeiro termômetro moral americano nos dá estes outros dados: 12 mil mulheres são detidas a cada ano por amamentarem em público seus filhos, e 30.000 por praticarem topless, em contravenção a algumas das leis contra a indecência, em vigor em vários estados dos EUA, de acordo com dados do jornal The New York Times, citado por Suzanne MacNevin, na página eletrônica Citizens for Change (Cidadãos pela Mudança, em português).

Amamentar é legal

No entanto, como referido no artigo MacNevin, "Amamentar é legal os EUA. Inclusive 20 estados promulgaram leis complementares para reafirmar explicitamente isso". Para a secertária de questões da mulher do PCdoB e dirigente da União Brasileira de Mulheres (UBM), Liége Rocha, os dados revelam "um absurdo".

Os incidentes da amamentação em público não são exclusivos nos Estados Unidos. Na Espanha, sem chegar à prisão da mãe, tem havido alguns casos notórios: em 2007, uma jovem francesa foi repreendida por amamentar o seu filho no Museo del Prado, em frente à "La Maja Desnuda", de Goya, para piorar as coisas. Um ano antes, o gerente do restaurante Txapela, em Barcelona, expulsou uma cliente por amamentar o seu bebê.

Liége considera as prisões e repreensões "atos de violência e discriminação contra mulheres que não estão comentendo nenhum tipo de atentado ao pudor ou mesmo à moral, estão exercendo apenas o direito à maternidade", e ironiza: "nos países que se dizem o supra-sumo da democracia, as mulheres não têm o direito de amamentar livremente".

Da redação, Luana Bonone, com Cuba Debate

terça-feira, 22 de março de 2011

Por que amamentar?

Deparei comigo mesma, ontem a tarde, comprando uma caixa pequena de leite nan para a minha filha. Morri de vergonha, mas comprei, comprei e, no entanto não usei.
Não que eu não tenha tentado usar, muito pelo contrário. Contra tudo aqui que prego e acredito eu usei sim o maldito leite em pó para preparar (pasme) uma mamadeira para a minha filha. E por quê?
Tudo começou há umas semanas atrás, quando Julia já estava comendo suas primeiras papinhas de forma a gostar muito. Então ela tomou por si a decisão de não comer em público, assim como também não mamar em público. Por mais que eu insitisse em dar o peito para ela mamar, lutando contras os "mal-olhados" das pessoas ela não mamava, podia estar morrendo de fome, mas não mamava.
Ela não gosta de mamar mais em público e também em um ambiente onde tem qualquer tipo de som. Sons podem existir, mas distantes. Se eu falar um A ela para de mamar na hora e fica olhando para meu rosto ou ao redor. Pura curiosidade. 
Então nesse domingo fui a uma festa de aniversário, ficamos lá por horas, e também demoramos horas para chegar. Ela não comeu nada e nem tomou nada, mas estava morrendo de fome, queria mamar, mas não conseguia, então dei um copo de água para ela e ela tomou desesperadamente. Mas, claro, não foi suficiente. Ela chorava de fome, eu via. Mas o que eu poderia fazer?
Tentei acalmá-la, mas ela só ficava tranquila no colo do avô. Fui sentar na mesa dos convidados e minha amiga estava dando uma mamadeira para o filho. Ele terminou e eu, no desespero, perguntei se poderia usar do leite artificial  do filho dela para fazer uma mamadeira para a minha filha. E o foi o que fiz. Julia Valentina tomou desesperadamente o leite em pó e ficou tranquila, satisfeita. E eu indignada e em dúvida. 
Todos os meus valores, todos os meus conceitos, tudo o que defendo foi por água a baixo nesse exato momento. Mas também todo o desespero da minha filha estava domado, era fome. 
Cheguei em casa e na mesma hora decidi que compraria a tal lata para, quando eu sair com a minha filha, preparar a mistura para ela tomar. Eu comprei, comprai e lata e no mesmo momento em que comprei me envergonhei, falei com minha mãe quase chorando e disse: mãe, não quero que as pessoas pensem que não amamento minha filha, eu estou com tanta vergonha. 
Mal sabia que a resposta para todas as minhas dúvidas estava por vir e da forma que mais me tocou.
Era noite e eu, me rendendo a essa estupidez, conclui que minha filha logo acordaria para mamar (umas 22 horas) e eu poderia dar a mamadeira para ela, por que não? Fiz a dita cuja e ela acordou no momento em que eu calculei. 
Foi uma cajadada no coração, assim que coloquei o bico na boca da minha filha ela ficou ainda mais desesperada, começou a chorar muito, começou a empurrar a mamadeira e não a aceitava de jeito nenhum!  A atitude da minha filha me caiu como uma bomba, eu não precisava que ela dissesse uma palavra, mesmo que não diga ainda, ela não precisava expressar de maneira alguma, de forma nenhuma, eu já havia entendido. Ela queria a mim. 
Não é fome, não é vontade de chupetar, não é querer uma bebida quente para voltar a dormir. É o querer do calor do meu corpo, do carinho e afeto, é querer sentir meus braços abraçando aquele pequeno corpo, o cheiro, o afago, ela quer a mim e pouco importa se terá o leite ou não, ela só quer a presença daquela pessoa que ela mais confia, que sou eu. 
Perceber isso é abrir os olhos e concluir que amamentar não é simplesmente um ato de amor. É sim um ato de amor, mas não O ato. Amamentar é algo muito maior, é se ligar ao filho, é perceber que seu papel mamífero não acaba no ato de aleitamento, mas sim no ato de se entregar àquele ser de forma a fazer com que ele sinta completamente abraçado, completamente quisto e amado. 
Saber que minha filha me chama durante a noite apenas pela minha presença tocou em mim, eu pude perceber que não importa quantas mamadeiras ela tomará, nada irá satisfazer sua vontade se não a mim.
E o tal do leite nan? Eu o tenho aqui guardado, e sei que usarei no futuro, mas quando estivermos na rua e ela estiver com fome e no copinho! 
O que aprendi? É sufocante ter que enfrentar tudo o que está disponível para satisfazer os pais e tornar a nossa vida mais fácil. Se é mais fácil para nós responsáveis pelos nossos filhos? Pode até ser (apesar de eu não achar de jeito nenhum!!!), mas não satisfaz a necessidade deles, das nossas crias. E quando se tem um filho dizemos a ele que nunca os deixaremos sozinhos, que sempre iremos acalentá-los e que nunca vamos aborrecê-los. Mas se cedemos a chupetas, mamadeiras, etc.. a quem estamos satisfazendo? A quem tornamos a vida melhor e mais prática?
Eu sei de uma coisa, hoje eu sei o que defendo e por que defendo. 

quarta-feira, 16 de março de 2011

A fase do desespero da separação

Estudos dizem que por volta do 6º ao 8º mês até os 2/3 anos os nossos filhotes se tornam extremamente apegados a mãe e é nesta fase em que se separar da referência materna se torna um desafio para os bebês.
Pois bem, esta fase está acontecendo bem agora aqui em casa, comigo e com minha pequena. Mas a angústia vem de mim.
Não, minha filha ainda não está ficando tão complicada ao me ver distanciar ou sair de casa, ficando com algum outro responsável, sou eu quem estou desesperada!!!
A explicação é simples. Há três meses, todas as noites, desde seus exatos 4 meses, nós dormimos juntas, em cama compartilhada. Não encontro explicações para dizer o quão maravilhoso é ser acordada pela minha pequena, quando dormimos na mesma cama. Ao me ver acordada, com os olhos abertos, ela abre um sorriso enorme e exala felicidade, começa a bater as perninhas na cama e a brincar comigo, pegar no meu rosto, e quando com fome no meu seio.
É incrível como me cansei menos a partir do momento em que comecei a praticar CC, ela queria mamar e meu subconciênte ouvia e eu logo me virava em sua direção e ela mamava. Não era aquela coisa trabalhosa e penosa de ter que me levantar, pegá-la no berço, amamentar, esperar ela adormecer, colocar ela no berço de novo e voltar para a cama para que depois de 2 ou 4 horas voltar a pegá-la, amamentar e tudo o mais.
Tudo se tornou bem simples e, claro, bem natural. Na natureza nunca ou quase nunca os pais se separam de seus filhotes até que eles estejam preparados para fazer TUDO sozinhos, até mesmo dormir, então por que conosco não pode ser assim? Não é verdade?
Pois bem, tudo estava indo maravilhosamente nos conformes e a prática da CC estava satisfazendo tanto a mim quanto a minha bebê, no entanto do dia para noite, do nada, ela aprendeu a rolar.
Quase morri de susto quando um dia escutei-a chorar e fui para o quarto e ela estava de bruços, em cima da cama!!!! Isso foi há uns 4 dias atrás.
Depois disso pensei "ou compro uma grade de proteção ou a coloco no berço, pois se não algo pior pode acontecer", a grade de proteção do carrefour é a mais barata, com certeza, eu até iria pedir, mas então pensei bem e conclui que, pelo menos por agora, eu ficaria mais tranquila em deixá-la no berço.
"Vai ser uma batalha". Logo soube que não seria fácil, que ela não iria aceitar e que eu deveria estar preparada para, toda vez que requisitada, pegar ela no colo, niná-la e fazê-la dormir. Primeiro dia, muito café e muita disposição e lá vamos nós. Ela mamou, mamou e mamou e tombou rsrssrsrs, logo que adormeceu coloquei ela no berço, pronta e esperando que ela acordasse na mesma hora. Pois bem, isso não aconteceu.
Minha princesinha, minha bebezinha não acordou!!!! E se pensou que as exclamações são de felicidade, aiiii, então, na verdade eu acho que não!! Eu pensei que ela sentiria minha falta, pensei que iria querer ir para cama e sentir meu cheiro e ficar do meu lado, abraçada com a mamãe aqui, mas não foi isso que aconteceu. Gente, ela simplesmente dormiu.
Mas tudo bem, em cinco minutos ela acorda... 5... 10... 60... 120.... 3 horas depois e ela continuava dormindo.
Não acreditei. Era um misto de felicidade com saudade, mas era uma mistura que estava dando certo. Nesta noite fui dormir "tarde", era 23 horas. Eu estava tão ansiosa que não consegui ir dormir no quarto, com medo de que assim que eu deitasse na cama ela acordasse, então me deitei no sofá. Mas achei tão ridícula minha atitude, afinal eu havia me preparado, ora bolas!
Fui para o quarto, deitei na cama e ela acordou. éeeeeeeee, não é moleza, não. Peguei ela no colo, embalei um pouco e ela dormiu!!! Coloquei a pequena de novo no berço e fui para cama. Foi aí que minha crise começou.
"Eu não aguento dormir sem ela!! Eu quero minha filhota comigo, por que eu tenho que dormir longe dela!!". rsrsrs Pode parecer bobagem, mas nossa, eu senti muita falta dela.
Eu relaxei, havia meses que não dormia na minha própria cama, sozinha. Quando eu finalmente desencanei da crise eu pude aproveitar e, caramba, que gostoso. Como é bom dormir tranquila, aproveitar cada espacinho da cama, me esbaldar no travesseiro.
Eu estou superando a crise e nunca que pensei que a minha filha aceitaria tão bem dormir no próprio berço, sozinha, mas ela está aceitando bem, muito bem.
Para mim, que sou adepta a tudo que é o mais natural possível, isso só confirma uma coisa. Mimar nossos filhos, ainda mais bebês. Pegá-los no colo ao menor sinal de choro, dar muito peito, muito amor, não deixá-los sozinhos, não deixar com que eles chorem até dormir e ficar o máximo de tempo com eles, não os "estragam", como muitos dizem por aí, mas sim os tornam mais independetem, com a certeza de que, não importa a situação em que se encontrem, não importa se estão chorando por solidão ou por dor, ou até mesmo por nada. O que importa é que eles sabem que sempre terão quem confortá-los. E essa pessoa somos nós, mães, pais ou qualquer que seja seu responsável.
Quando sabemos que esses seres tão pequenos não desejam mais nada a não ser a nossa presença podemos perceber que não é apenas o físico que importa, mas o psicológico também. Uma criança pode estar bem alimentada, limpo e num berço quentinho, e daí? E se não for nada disso que ele quer? Por que mudariamos isso?
No momento em que aceitamos que nossos filhos necessitam do nosso corpo, do nossos respirar e do nosso carinhos, mais que tudo neste mundo, então não tentaremos mudar seu ritmo de sono, interromper as mamadas noturnas ou fazê-lo dormir em seu próprio berço " a força".
Quando EU percebi isso, não tentei ficar horas embalando a minha filha, não tentei fazer com ela dormisse sozinha em seu próprio berço, eu apenas coloquei na cama, me deitei ao seu lado e dei muito carinho e peito a ela, até que uma hora ela virou de lado e dormiu, dormiu sozinha e confiante de que a qualquer momento que ela me chamasse eu estaria lá.
Acho que tudo isso deu confiança a minha filha para que ela se tornasse mais independente, ao ponto de não se importar em dormir sozinha, mesmo depois de meses dormindo somente com a minha presença e meu abraço.
O amor nos dá a paciência necessária para aprender e aceitar, e nos encoraja a tomar as decisões certas, de forma natural.
Obrigada Deus, por me permitir ser mãe!

sábado, 12 de março de 2011

Ela está aprendendo rápido

Minha filhota está quase com 7 meses de vida!
Nossa, como o tempo passa gente, parece que foi ontem que ela nasceu.
Mas de uma semana para cá ela está aprendendo rápido demais.
Ela já abre o bocão quando vai comer, pega a colher a até consegue colocar a colherzinha na boca rsrs é uma gracinha.
Mas uma coisa ela não fazia de jeito nenhum, umas das coisas que todo o bebê com a idade dela faz, até antes. Virar de barriga para cima e de bruços! Ela não fazia isso de jeito nenhum, não rolava, nada disso. Mas de repente, essa semana, tudo mudou.
Um dia acordamos, coloquei ela na espuminha e ela se revirou todinha para pegar um brinquedo.
No outro ela virou e desvirou, e pasme, três dias depois do primeiro revira-e-vira dela, ela aprendeu a se "rastejar" hahaha
Eu acho que isso acontece um tempinho antes de começar a engatinhar, mas nossa, como ela está aprendendo rápido!
Ui... precisava atualizar o blog e nada melhor que contar as novidades rsrsrs
Bom Fim de Semana!

domingo, 6 de março de 2011

A primeira vez em que chorei

Sou mãe, mãe em tempo integral, 26 horas por dia, que se desliga em stand by, não dorme, não come, não vive.
Isso é ser mãe.
Ser mãe é saber o que é o amor, senti-lo e realmente sê-lo incondicional, e ainda por mais, nem se quer esperar ser amada. 
Eu sou mãe, eu encontrei a felicidade e a plenitude magnífica da maternidade, os obstáculos superados com apenas um olhar, um sorriso ou uma palavra. 
Sacrificar cada dinheiro, cada hora no espelho, cada momento no banho ou até o programa de tv preferido. Isso sim é se sacrificar por amor.
Sim, eu sei que sou uma boa mãe e eu sei o que é ser mãe, mas esqueci o que é ser mulher.
Eu não me encontro mais, eu não sei mais quem sou eu. Tem vezes em que passo dias sem se quer olhar no espelho e saber que imagem passo.
Há meses não faço a sobrancelha e não compro roupas para mim. Não saio com os amigos e se quer como em algum restaurante ou até mesmo num fast food. 
Hoje eu chorei, não me debrulhei em lágrimas e também não solucei de chorar. Foram apenas duas lágrimas, mas elas pesaram, elas foram sofridas, foram sentidas. Foram realmente sentidas.
Pela primeira vez, desde que me tornei mãe e nada mais, percebi que não me vejo mais, que a Elisa está guardada esperando um desabrochar que nem sei quando será. 
Estou esperando que um dia eu me permita me conhecer de novo, que eu me veja no espelho, me arrume, me penteie, tome um belo banho, coma uma deliciosa comida e o papel mamífero venha depois. 
Hoje foi a primeira vez em que me dei conta de que preciso de mim. "Eu também preciso de um tempo, Julia!". 
Falar isso em voz alta para minha filha me fez parar tudo e refletir. "um tempo"? Eu não sei o que é isso.

terça-feira, 1 de março de 2011

Mãe não pode ficar doente.

Dia 26 de fevereiro foi o dia para mim.
No dia anterior passei o dia super bem, inclusive a noite também. Fiquei super plugada aqui na rede, querendo que o PD da Rosana Oshiro começasse logo, mas como estava ficando tarde, a previsão era para começar lá pelas 4 da madrugada, então resolvi ir dormir.
Fui dormir super disposta, bem e saudável.
Mas por volta das 5 da manhã acordei com dores horríveis pelo corpo, minhas costas pareciam estar em plena contração de TP, minha cabeça parecia explodir, meu corpo parecia pesar uns 20kg e uma cólica intestinal que estava me matando.
Não consegui levantar, liguei para minha mãe e nada dela atender, também 7 da matina.. Liguei para meu pai, expliquei tudo a ele e o que ele diz: Ta bom filha, vou comprar uma aspirina para você.
O que??? Aspirina! Pai, to morrendo, me salva!! hahaha
Ele me levou até o hospital, não esperava ficar mais de uma hora lá, pensei que logo me diagnosticaria e iria para casa. Até porque eu tenho uma filha, ainda bebezinha.
Mas logo minhas esperanças de voltar para casa foram sendo destruidas, a médica logo disse que parecia um quadro viral, até apostou em dengue (Deus me livre!). Lá se foram horas de exames, raios x (com direito a dois desmaios, visão preta e ouvido surdo), soros, remédios na veia e internação.
Mas meu pensamento não se dirigia a mim, e sim a minha filha. Estava desesperada para saber o que ela ia tomar ou comer, se ela iria conseguir dormir.
Pedi para que a médica me liberasse, mas ela me segurou... Saiu os resultados, virose com infecção intestinal. Não havia saido, não saia há semanas, não vi ninguém e minha filha não estava com aquilo, então como? Logo descobri a resposta, foi só pensar um pouco e descobri que dois dias antes havia pedido algumas esfirras do Habbibis. Como o habbibs que eu conheço, ninguém trabalha de máscara, então conclui que alguém deveria estar com essa virose, falou enquanto fazia a comida e pá-pum! Ai credo.
Bom, implorei à médica que precisava me liberar, hesitante ela permitiu, com várias condições e remédios caros.
Voltei para casa desesperada para ver minha filha, se estava bem, com fome, com sono. Ela estava exausta, não entendia o por quê de eu não estar lá!
Quando me viu abriu o berreiro, como se dissesse: Mãe, quero dormir! Ele não entende!
Eu logo entendi, dois minutos nos meus braços e ela já estava dormindo, como está agora (há 2 horas!).
Dei graças a Deus por poder voltar para casa, mesmo que em péssimas condições. Não sei como uma mãe fica quando não pode voltar para casa, ou tem que votar para casa sem o filho, mas sei o que é ficar horas sem poder vê-la ou saber como realmente está, e essa foi a pior sensação do mundo para mim, nunca havia sentido isso, eu dizia mil vezes que não poderia estar lá, que tinha uma filha, que por favor me deixassem ir.
Eu percebi que preciso da minha filha para sobreviver, preciso dela até para me curar.
Sou humana e adoeço, mas uma coisa é certa, mãe deveria ser de ferro, como o super-homem, pois não importa o que passamos, sabemos que temos que estar 100% dispostas ao lado de nossos filhos. Até dormindo eu fico em stand by.
Ainda estou me recuperando, mas mesmo que fraca, não me abalo, pois sei que a minha cura está bem aqui, comigo, do meu lado e precisa de mim.