quarta-feira, 16 de março de 2011

A fase do desespero da separação

Estudos dizem que por volta do 6º ao 8º mês até os 2/3 anos os nossos filhotes se tornam extremamente apegados a mãe e é nesta fase em que se separar da referência materna se torna um desafio para os bebês.
Pois bem, esta fase está acontecendo bem agora aqui em casa, comigo e com minha pequena. Mas a angústia vem de mim.
Não, minha filha ainda não está ficando tão complicada ao me ver distanciar ou sair de casa, ficando com algum outro responsável, sou eu quem estou desesperada!!!
A explicação é simples. Há três meses, todas as noites, desde seus exatos 4 meses, nós dormimos juntas, em cama compartilhada. Não encontro explicações para dizer o quão maravilhoso é ser acordada pela minha pequena, quando dormimos na mesma cama. Ao me ver acordada, com os olhos abertos, ela abre um sorriso enorme e exala felicidade, começa a bater as perninhas na cama e a brincar comigo, pegar no meu rosto, e quando com fome no meu seio.
É incrível como me cansei menos a partir do momento em que comecei a praticar CC, ela queria mamar e meu subconciênte ouvia e eu logo me virava em sua direção e ela mamava. Não era aquela coisa trabalhosa e penosa de ter que me levantar, pegá-la no berço, amamentar, esperar ela adormecer, colocar ela no berço de novo e voltar para a cama para que depois de 2 ou 4 horas voltar a pegá-la, amamentar e tudo o mais.
Tudo se tornou bem simples e, claro, bem natural. Na natureza nunca ou quase nunca os pais se separam de seus filhotes até que eles estejam preparados para fazer TUDO sozinhos, até mesmo dormir, então por que conosco não pode ser assim? Não é verdade?
Pois bem, tudo estava indo maravilhosamente nos conformes e a prática da CC estava satisfazendo tanto a mim quanto a minha bebê, no entanto do dia para noite, do nada, ela aprendeu a rolar.
Quase morri de susto quando um dia escutei-a chorar e fui para o quarto e ela estava de bruços, em cima da cama!!!! Isso foi há uns 4 dias atrás.
Depois disso pensei "ou compro uma grade de proteção ou a coloco no berço, pois se não algo pior pode acontecer", a grade de proteção do carrefour é a mais barata, com certeza, eu até iria pedir, mas então pensei bem e conclui que, pelo menos por agora, eu ficaria mais tranquila em deixá-la no berço.
"Vai ser uma batalha". Logo soube que não seria fácil, que ela não iria aceitar e que eu deveria estar preparada para, toda vez que requisitada, pegar ela no colo, niná-la e fazê-la dormir. Primeiro dia, muito café e muita disposição e lá vamos nós. Ela mamou, mamou e mamou e tombou rsrssrsrs, logo que adormeceu coloquei ela no berço, pronta e esperando que ela acordasse na mesma hora. Pois bem, isso não aconteceu.
Minha princesinha, minha bebezinha não acordou!!!! E se pensou que as exclamações são de felicidade, aiiii, então, na verdade eu acho que não!! Eu pensei que ela sentiria minha falta, pensei que iria querer ir para cama e sentir meu cheiro e ficar do meu lado, abraçada com a mamãe aqui, mas não foi isso que aconteceu. Gente, ela simplesmente dormiu.
Mas tudo bem, em cinco minutos ela acorda... 5... 10... 60... 120.... 3 horas depois e ela continuava dormindo.
Não acreditei. Era um misto de felicidade com saudade, mas era uma mistura que estava dando certo. Nesta noite fui dormir "tarde", era 23 horas. Eu estava tão ansiosa que não consegui ir dormir no quarto, com medo de que assim que eu deitasse na cama ela acordasse, então me deitei no sofá. Mas achei tão ridícula minha atitude, afinal eu havia me preparado, ora bolas!
Fui para o quarto, deitei na cama e ela acordou. éeeeeeeee, não é moleza, não. Peguei ela no colo, embalei um pouco e ela dormiu!!! Coloquei a pequena de novo no berço e fui para cama. Foi aí que minha crise começou.
"Eu não aguento dormir sem ela!! Eu quero minha filhota comigo, por que eu tenho que dormir longe dela!!". rsrsrs Pode parecer bobagem, mas nossa, eu senti muita falta dela.
Eu relaxei, havia meses que não dormia na minha própria cama, sozinha. Quando eu finalmente desencanei da crise eu pude aproveitar e, caramba, que gostoso. Como é bom dormir tranquila, aproveitar cada espacinho da cama, me esbaldar no travesseiro.
Eu estou superando a crise e nunca que pensei que a minha filha aceitaria tão bem dormir no próprio berço, sozinha, mas ela está aceitando bem, muito bem.
Para mim, que sou adepta a tudo que é o mais natural possível, isso só confirma uma coisa. Mimar nossos filhos, ainda mais bebês. Pegá-los no colo ao menor sinal de choro, dar muito peito, muito amor, não deixá-los sozinhos, não deixar com que eles chorem até dormir e ficar o máximo de tempo com eles, não os "estragam", como muitos dizem por aí, mas sim os tornam mais independetem, com a certeza de que, não importa a situação em que se encontrem, não importa se estão chorando por solidão ou por dor, ou até mesmo por nada. O que importa é que eles sabem que sempre terão quem confortá-los. E essa pessoa somos nós, mães, pais ou qualquer que seja seu responsável.
Quando sabemos que esses seres tão pequenos não desejam mais nada a não ser a nossa presença podemos perceber que não é apenas o físico que importa, mas o psicológico também. Uma criança pode estar bem alimentada, limpo e num berço quentinho, e daí? E se não for nada disso que ele quer? Por que mudariamos isso?
No momento em que aceitamos que nossos filhos necessitam do nosso corpo, do nossos respirar e do nosso carinhos, mais que tudo neste mundo, então não tentaremos mudar seu ritmo de sono, interromper as mamadas noturnas ou fazê-lo dormir em seu próprio berço " a força".
Quando EU percebi isso, não tentei ficar horas embalando a minha filha, não tentei fazer com ela dormisse sozinha em seu próprio berço, eu apenas coloquei na cama, me deitei ao seu lado e dei muito carinho e peito a ela, até que uma hora ela virou de lado e dormiu, dormiu sozinha e confiante de que a qualquer momento que ela me chamasse eu estaria lá.
Acho que tudo isso deu confiança a minha filha para que ela se tornasse mais independente, ao ponto de não se importar em dormir sozinha, mesmo depois de meses dormindo somente com a minha presença e meu abraço.
O amor nos dá a paciência necessária para aprender e aceitar, e nos encoraja a tomar as decisões certas, de forma natural.
Obrigada Deus, por me permitir ser mãe!

2 comentários:

  1. Eu tbm durmo em CC com meu baby, desde q ele nasceu, e pra mim é sensaçao + maravilhosa do mundo! Claro q tem hora q realmente devemos fzr com q eles aprendam a dormir em suas caminhas, para seu proprio bem, mas p nos é tao dificil ne?

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  2. Oi vi um recado seu num blog que vc tinha feito um post parecidoai vim conferir e fiquei por aqui.

    Sobre o que escreveu hoje, minha filha esta dormindo comigo, uma delícia só que o pai que foi para o quartinho dela, ela dorme no berço sem problema mas ocalor é que não deixa dormir e como no meu quarto tem ar ela dorme a noite toda.
    Mas sinto falta do maridão e estamos vendo como resolver a situação.
    bjus

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