terça-feira, 1 de março de 2011

Mãe não pode ficar doente.

Dia 26 de fevereiro foi o dia para mim.
No dia anterior passei o dia super bem, inclusive a noite também. Fiquei super plugada aqui na rede, querendo que o PD da Rosana Oshiro começasse logo, mas como estava ficando tarde, a previsão era para começar lá pelas 4 da madrugada, então resolvi ir dormir.
Fui dormir super disposta, bem e saudável.
Mas por volta das 5 da manhã acordei com dores horríveis pelo corpo, minhas costas pareciam estar em plena contração de TP, minha cabeça parecia explodir, meu corpo parecia pesar uns 20kg e uma cólica intestinal que estava me matando.
Não consegui levantar, liguei para minha mãe e nada dela atender, também 7 da matina.. Liguei para meu pai, expliquei tudo a ele e o que ele diz: Ta bom filha, vou comprar uma aspirina para você.
O que??? Aspirina! Pai, to morrendo, me salva!! hahaha
Ele me levou até o hospital, não esperava ficar mais de uma hora lá, pensei que logo me diagnosticaria e iria para casa. Até porque eu tenho uma filha, ainda bebezinha.
Mas logo minhas esperanças de voltar para casa foram sendo destruidas, a médica logo disse que parecia um quadro viral, até apostou em dengue (Deus me livre!). Lá se foram horas de exames, raios x (com direito a dois desmaios, visão preta e ouvido surdo), soros, remédios na veia e internação.
Mas meu pensamento não se dirigia a mim, e sim a minha filha. Estava desesperada para saber o que ela ia tomar ou comer, se ela iria conseguir dormir.
Pedi para que a médica me liberasse, mas ela me segurou... Saiu os resultados, virose com infecção intestinal. Não havia saido, não saia há semanas, não vi ninguém e minha filha não estava com aquilo, então como? Logo descobri a resposta, foi só pensar um pouco e descobri que dois dias antes havia pedido algumas esfirras do Habbibis. Como o habbibs que eu conheço, ninguém trabalha de máscara, então conclui que alguém deveria estar com essa virose, falou enquanto fazia a comida e pá-pum! Ai credo.
Bom, implorei à médica que precisava me liberar, hesitante ela permitiu, com várias condições e remédios caros.
Voltei para casa desesperada para ver minha filha, se estava bem, com fome, com sono. Ela estava exausta, não entendia o por quê de eu não estar lá!
Quando me viu abriu o berreiro, como se dissesse: Mãe, quero dormir! Ele não entende!
Eu logo entendi, dois minutos nos meus braços e ela já estava dormindo, como está agora (há 2 horas!).
Dei graças a Deus por poder voltar para casa, mesmo que em péssimas condições. Não sei como uma mãe fica quando não pode voltar para casa, ou tem que votar para casa sem o filho, mas sei o que é ficar horas sem poder vê-la ou saber como realmente está, e essa foi a pior sensação do mundo para mim, nunca havia sentido isso, eu dizia mil vezes que não poderia estar lá, que tinha uma filha, que por favor me deixassem ir.
Eu percebi que preciso da minha filha para sobreviver, preciso dela até para me curar.
Sou humana e adoeço, mas uma coisa é certa, mãe deveria ser de ferro, como o super-homem, pois não importa o que passamos, sabemos que temos que estar 100% dispostas ao lado de nossos filhos. Até dormindo eu fico em stand by.
Ainda estou me recuperando, mas mesmo que fraca, não me abalo, pois sei que a minha cura está bem aqui, comigo, do meu lado e precisa de mim.

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