domingo, 24 de abril de 2011

Depressão na gravidez

Não há apenas depressão pós-parto, a depressão na gravidez ainda é muito frequente, apesar de pouco divulgada.
O fato é que por conta da falta da divulgação muitos parentes, que rodeam a grávida, acreditam que o que estão passando é frescura, há criticas e isso as levam a desistir de expressarem seus sentimentos e procurarem ajuda.
Tenho um grupo, junto com a Michelle (doula em formação rsrs), colaboração de Inês, entre outras, e neste grupo há discussão sobre parto, maternidade e gestação. Uma das gestantes escreveu um tópico que me chamou muita atenção. O tópico dizia respeito de uma angustia da gestação.
Eu em que posso ajudar? Nada, não sou psicóloga, não conheço sua vida... Mas passei por algo parecido.
Apesar de termos história diferentes, sofremos sentimentos parecidos.
O que mais me doía era o fato de as pessoas quererem me obrigar a não sentir nada daquilo que estava sentindo e o pior, me culpar por ainda não amar minha filha.
Dito isso passei a minha experiência vivida para ela, e agora gostaria de compartilhar aqui:
Karen, filhos são sinônimo de felicidade, sobre isso você pode ter certeza.
Mas as vezes é difícil falarmos sobre felicidade, mesmo num momento tão maravilhoso como este.
Assim como você também sofri muito na minha gravidez, chegava a nem desejar minha filha, era depressão.
Descobri com o tempo outras mulheres que passaram pelo mesmo e superaram.
Assim como elas descobri que o grande motivo era a pressão social: Temos que amar nossos filhos assim que sai o positivo!
Não! não é assim, o amor é contruído, é um processo não é adquirido, é algo que vai se moldando e tendo com o tempo, é difícil para muitas mulheres amarem um filho ainda na barriga, até porque, entenda, eles são completos estranhos, completos desconhecidos, você não sabe como é, a aparencia, a personalidade, como você se dará com ele.
Mas a sociedade, que nada sabe sobre isso, quer impor valores. Familiares criticam se demonstramos o não-sentimento, e falam "você nem se quer ama seu filho", simplesmente porque ainda estamos conhecendo esse ser, que nem ao mundo chegou.
Isso aconteceu comigo. E eu tentava entender como todos me exigiam algo que eles se quer sabem o que estão exigindo? Acham frescura, besteira, pensam que é coisa da nossa cabeça, que somos ingratos porque temos filhos saudáveis (ainda na barriga, segundo a ultra) e não agradecemos por isso.
As coisas não são bem assim. Aceitar a transformação do corpo, o novo foco (de mim para um novo ser), uma nova rotina, novas responsabilidades é algo muito difícil. Não é fácil, mas é natural.
Depois que pari minha filha percebi o quanto meus medos e frustrações foram desnecessárias, porque fluiu, foi algo tão tranquilo e natural que nada na minha vida mudou, alias, mudou sim. Depois que temos um filho a vida muda, para melhor.
Percebi o quanto sofri por antecipação e o quanto isso poderia ter sido evitado se as pessoas fossem mais compreensiva e mais honestas, verdadeiras sobre a maternidade.
Maternidade não é sinônimo de sofrimento, de ter o corpo destruído e de completa mudança na rotina. Não!
Maternidade é inexplicável, então para que as pessoas a definem? Cada bebê é um ser único, com personalidade única, assim como cada mãe e cada família! O que as pessoas tem para comparar? Nada!
O corpo muda para que a mente possa mudar, quando percebemos isso, o corpo se altera para que possamos alterar nossos pensamentos de mulher para mãe. A mãe-bebê, pois seremos agora um só.
Depois que aceitei minha gestação, acho que nas últimas 4 semanas, minha barriga, antes inexistênte surgiu, e todos os meus pensamentos mudaram. Fiquei feliz, pude conversar naturalmente sobre o assunto, coisa que antes não conseguia e não era frescura, era sofrido, um engasgo na garganta!
Optei pelo parto normal porque queria ter essa ligação que perdi durante toda a gestação, com a minha filha, quis falar para ela: eu confio em você, confio em mim e quero ter a certeza de que juntas conseguiremos passar por isso.
Meu medo da DPP se foi, pois depois que a tive, todos aqueles sentimentos se foram, eu tive a certeza de que não precisaria guardá-los dentro de mim, Karen, eu não chorei, nenhuma lágrima caiu do meu rosto, eu simplesmente não precisei chorar.



A gestação é um momento divino, mas há mães que precisam de atenção para compreender o que estão passando e a enxurrada de sentimentos que estão sentindo. Dê apoio emocional, não critiquem, não martirizem.
Eu espero que amigas que falam "você deveria amar sua filha", entendam agora que não é algo fácil, imediato, é algo que deve ser compreendido e trabalhado.
A gestação dura nove meses, e não é a toa, além da mudança corporal a mudança psicológica também tem que evoluir junto à barriga, e as vezes esse tempo ainda é pouco para isso.


OBS: o nome foi apagado para preservar a identidade. 

terça-feira, 19 de abril de 2011

Extremista, eu? Sim!

Minhas opiniões são muito fortes, as defendo com unhas e dentes e nunca faço questão de apaziguar isso. Claro que tenho bom senso, não vou chegar, por exemplo, em uma amiga que quer desmamar um filho de 4 meses e enchê-la de insinuações, bem como não chegarei em outra super capitalista para falar sobre comunismo.
Não adianta, isso não convencerá!
Sou extremista sim, mas radical não. Saber usar as palavras é fundamental. E essa semana fui atormentada por palavras grotescas, para dizer o mínimo, sobre a minha pessoa. Como se eu devesse me "adequar as regras" e não expor aquilo que acredito e que pesquiso, que leio e vivencio muito para falar.
Uma mulher pergunta qual o leite ideal para fazer seu filho parar de requerê-la tanto durante madrugada a dentro.
Gostaria de fazer aqui uma observação: leite ideal? Como assim?
Ela diz que já tentou de tudo, e vários, mas mesmo assim seu filho, de menos de 7 meses lhe mama o peito a noite inteira, caso ela o tire do peito ele chora.
A partir de agora não serei eu quem irá escrever, faço das palavras de Laura Gutman as minhas e ponto final.

Anular um sintoma do bebê não deveria jamais ser um objetivo. Pelo contrário. Deveriamos ser capazes de sustentar o sintoma até entender o que está acontecendo e qual é a situação emocional que a mãe precisa compreender ou atravessar. Parte-se do fato de que, se o bebê o manifesta, é porque faz parte da sombra da mãe. Mas [...] O bebê manifesta a sombra, aquilo que não é reconhecido como conscientemente pela mãe. 
[...] De fato, mulheres muito imaturas,  que não foram mimadas, ou não se beneficiaram do olhar atendo e profundo de seus progenitores, costumam ser ingênuas a ponto de acreditar em qualquer coisa e em qualquer um que lhes apresente diante delas com autoridade. [...]
Em relação ao desmame, são tantas as mulheres distanciadas de sua essência, que fica fácil impor comportamentos que atendem contra a lactação defendendo o desmame precoce, às vezes de maneira sub-reptícia. A mais comum ocorre nas visitas pediátricas dos 3,4 ou 5 meses, quando o médico entrega uma 'receita', prescrevendo os alimentos que o bebê deve começar a ingerir. A primeira sensação das mães é de angustia. Mas, acostumadas a deixar de lado suas intuições naturais, aceitam a interferência.  

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sendo menino ou menina, sempre é difícil!

Esses dias saí com um amigo meu. Deixei a Valentina com minha mãe e lá fomos nós, fazer alguma coisa, em pleno domingo a tarde (ou seja, nada...).
Sentamos na praça de alimentação do shopping e lá ficamos por horas, conversando. É claro, naturalmente, que a conversa sobre maternidade surgiu. Falamos da minha filha, da minha vida com ela e logo surgiu o comentário "você gostaria de ter um menino?".
Logo respondi, "não agora, né? Mas sim, pretendo, quero muito um rapaz, quero três filhos. Já tenho uma, faltam dois, mas um tem que ser menino. rsrsrs".
O que ele falou depois é algo que todos falam, aliás, algo que a maioria pensa; "Criar filho homem é mais fácil, né?".
Criar filho homem é mais fácil? Não!
Criar uma menina é bem mais fácil que criar um homem. Os valores sociais são impostos sobre a mulher, a maioria é ensinado na marra. Menina não pode fazer isso, não pode fazer aquilo. "Não senta com a perna assim","não anda desse jeito", "não usa essa roupa", "não fale desse modo", "seja delicada", entre outras tantas coisas mais.
A mulher sabe muito bem como se portar. A começar pela mãe. Uma criança de 3 anos que ainda mama no seio da mãe já é acostumada a comentários do tipo "cubra o seio", "uma menina dessa idade no peito da mãe". O que ela aprende? Que amamentar é visto como algo errado, feio. E por que? Porque mostra o seio da mãe. E não só isso, mas vamos nos ater a isso.
Então amamentar é feio por mostrar o seio? Mas um homem pode andar sem camisa pela rua e não ser criticado. Eu ODEIO homem que anda sem camisa. Eu não quero ver seu corpo, por favor se cubra! Para mim, isso sim é uma falta de respeito.
O que eu percebo é que criar filhos homens é mais fácil porque o preconceito e o machismo predomina. Quando percebermos que criar filhos homens é o maior desafio de uma mãe, aí sim poderemos nos realizar como mães e mulheres, e recebermos mais respeito.
Um rapazinho tem que saber que tanto ele quanto a menina tem as mesmas responsabilidades e os mesmo valores. O que se aplica em um, também se aplica no outro.
Eu quero sim um filho "barão", mas esse barão vai ter muito mais o que aprender que a minha filha. Enxergar que independente do sexo, somos seres humanos com valores que se aplicam justamente a todos (pelo menos em teoria).
Quando isso acontecer a mulher não será mais vista como um produto, um objeto. Não receberá menores salários, não será alvo de machismo, não precisará se preocupar com amamentação em público, já que receberá respeito mutuo, não precisará lutar por um parto normal (sim!).
Nós mulheres somos responsáveis pelo machismo que ainda existe. Os pais (quando presentes) tem sua culpa? Sim, tem. Mas a questão é que tudo caminha numa nova direção. Claro que as coisas estão mudando, até pouco menos de 8 anos, na constituição, a mulher poderia ser "devolvida" para a família se o homem casasse com ela e descobrisse que ela não era virgem. Então sim, as coisas estão mudando, mas lentamente.
Se tivessemos liberdade para decidir sobre aquilo que se refere a nós, mulheres, muitas coisas seriam diferentes. Ao se tratar do aborto, por exemplo, que é permitido em alguns casos no Brasil, em nenhum lugar tem uma assinatura de uma mulher. Se quer que seja proibido, certo, mas por que as mulheres não estiveram presentes nessa decisão, assim como em tantas outras?
Mas sem me desviar tanto do assunto finalizo dizendo que filhos homens ou filhas mulheres, não importa, são todos merecedores do mesmo valor. Nossos filhos não podem ser vítimas do próprio machismo, podem chorar, podem dançar ou o que quer que seja, mas não podemos mais criar novas vítimas. Pelo menos para mim chega!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Minha filha caiu da cama

Sempre pensei que isso nunca aconteceria aqui em casa, comigo, conosco, mas aconteceu.
Ontem estávamos eu e Julinha na cama, pela manhã, dormindo. Pelo menos era o que eu imaginava, que Valentina estava dormindo, mas não, ela estava acordada.
Como um milagre aprendeu a engatinhar em cima da cama, de um dia para o outro, e engatinhou até o pé da cama.
Acordei com um estralo enorme, um barulho como se um peso grandioso tivesse caído do céu, sei lá! Foi horrível, mas eu antes mesmo de abrir os olhos já sabia o que era e onde era.
Não me lembro os detalhes, só me lembro de episódios, como se fosse sequências fotográficas.
Escutei o barulho, e de repente eu estava onde minha filha estava, ali, caída no chão, chorando!
Foi simplesmente inexplicável. Horrível, terrível, não são palavras que descreveria o que senti. Quando consegui acalmá-la, em questão de um ou dois minutos no máximo, percebi meu corpo inteiro tremendo, os olhos completamente abertos, acho que nem pisquei, e ela estava bem, rindo, e o cachorro estava na sala. nem me lembro de ter aberto a porta!
Voltei ao quarto, tentando entender a cena, o que havia ocorrido, e que caos. A colcha no chão, os lençóis embarganhados, parecia que um terremoto havia ocorrido ali. Só então pude compreender que minha filha engatinhou até o final da cama, até porque as laterais da cama tem proteção.
Tivemos sorte! A cama tem o tamanho da minha filha, quando em pé. Talvez uns 5 cm a mais, mas não é alta, o que amenizou drasticamente a  queda. Não houve galo, vermelhidão, nada disso.
Mas houve o trauma. Desde ontem ela não come nada, nem o meu leite, nada. Apenas água, emagreceu 200gm. Toda vez que a coloco na espuminha que tem  na sala, se ela está sentada e cai para trás, mesmo na espuma, ela chora desesperadamente.
Levei ontem e a levei hoje no médico, ambos disseram que ela está bem, está normal, nenhum trauma. A ultima me sugeriu um exame de sangue, para ver se o fato de não comer pode ser alguma doença viral, algo assim.
Não o fiz. Cheguei em casa, dei um banho nela, andei com ela pelo que sobrou do jardim, tentei lhe amamentar, mas nada. Tentei dar a banana que ela tanto ama e nada. Então me sentei na mesa, amassei uma comida para ela, aquela comida sem sal, e comecei a comer, fingir que estava uma delícia. Amassei mais, embolei um pouco e dei para ela.
Para meu alívio, Julia comeu. Comeu bastante. Fiz vitamina de banana (com leite maternizado) e dei no copinho para ela, e ela bebeu, e muito!
Essa parte superamos, mas foram dois dias de terror. Pelo menos da minha parte.
Não consegui dormir essa noite com ela na cama, então fiquei acordada praticamente a noite inteira. Até eu decidir em pegar a espuma, cobrir e dormir lá, com ela. Aí sim, conseguimos dormir.
Agora ela está bem, no berço, adormecida e alimentada. Eu estou bem mais aliviada.
A saúde da minha filha é fundamental para mim, para que eu consiga manter minha saúde física e emocional.
Sei que episódios de queda ocorrerão, mas espero nunca mais ter que presenciar algo assim.

sábado, 2 de abril de 2011

Qual o próximo passo?

É muito bom poder dizer: Eu consegui!
Minha filha dorme no berço e não precisa mamar para dormir. Que maravilha.
Bem, bom realmente é. Mas o que vou escrever vai mais além disso. Aliás, poderia dizer que vai de encontro a tudo isso.
Recebi alguns e-mails relacionados a última postagem que fiz. Todos eles perguntando como eu fiz para fazer minha filha dormir sem o peito, como eu poderia ajudar a treinar seus filhos a fazerem o mesmo e como eu poderia ajudá-las.
Honestamente eu adoro ajudar. Gosto muito que eu possa dar algumas dicas maternas, até porque sou mãe! Mas o fato é que não gosto muito de pensar que estou criando um manual.
É ótimo que tudo que tentei com minha filha tenha dado certo conosco. Mas não foi algo regrado.
Eu e Julinha somos muito unidas. Acho que o fato de nos unirmos tanto foi o que nos deu a liberdade de tomar algumas atitudes diferentes no nosso cotidiano.
Minha filha mama e mama muito. Adora ficar no peito. Ta certo que ultimamente ela havia deixado de lado o peito, mas desde uns 3 dias atrás voltou com força total. E eu nem preciso dizer que eu amo oferecer o peito para a minha filha. Mesmo caminhando para o 8º mês, o que considero pouco, diga-se de passagem.
Além disso nós não nos desgrudamos nem para dormir. Apesar de eu ter conseguido fazer ela dormir no berço, quetinha, na dela e tranquila, não era isso que eu queria. Sentia falta dela comigo, era tão bom. Então eu, toda vez que vou dormir, coloco ela na cama de novo. Nem preciso dizer o quanto minhas noites são calmas, de paz. Pela manhã, ela acorda e nem chora, não grita, não me chama. Ela vê que estou dormindo e fica brincando sozinha. Quando se cansa volta-se a mim e fica pegando no meu rosto, no meu cabelo e, na maioria das vezes, pede para mamar, ou só chupetar, não importa.
Durante o dia, se ela mostra traços de que vai chorar, eu logo pego no colo. Nunca pensei em deixá-la chorar, e não aprecio quem faz isso. Brinco com ela, sento no chão a sua frente, enquanto ela brinca com os brinquedos, e fico mexendo no computador. Se ela me chama, ou se eu quero brincar com ela, lá vou eu!
Durante 6 meses amamentei Julinha, exclusivamente no peito e nunca (a não ser nos 3 primeiros dias, nem sei por que) cronometrei as mamadas, não olhava para o relógio e falava: hora de mamar. Mesmo minha filha sendo magrela, e como é!
O fato é que se eu fosse seguir o "manual", se eu fosse aderir a tudo que me mandaram fazer eu não teria feito nada disso.
Teria deixado que ela chorasse durante minutos, até mesmo horas, durante a noite, somente para dormir de cansaço. Simplesmente porque a pediatra mandou, porque para a pediatra o importante era que eu dormisse, e ela dormiria, consequentemente. Nem preciso dizer que nesta eu não voltei.
Não teria amamentado minha filha exclusivamente, pois segundo esta mesma pediatra, teria que lhe dar água, assim como também água batida com ameixa. Simplesmente porque minha filha estava com o intestino preso, por 10 dias, o que é normal em recém-nascidos. Não dei, deixei agir naturalmente, e ao contrário do que a pediatra disse, ela não tem problemas intestinais por conta disso!
Teria dado mamadeira e chupeta, principalmente porque o comentários do tipo: Tadinha, ela quer uma chupeta; não paravam de serem ditos! Ela não quer, e não quer porque nunca teve e não precisa!
Sem contar as incessantes vezes em que a deixaria reclamar no berço e no tapetinho só porque ela queria minha presença, tem base? Vai mimar a menina para que? Estragar ela? (????!!!!).
Uma mulher "estraga" porque seu marido a afaga todos os dias quando a vê e a elogia? Acho que não...
Nós mães devemos perceber o que é prioridade para os nossos filhos. Quando nos tornamos realmente mães tudo muda. Até todos aqueles conceitos que tinhamos ao estarmos grávidas.
Comigo, pelo menos, foi assim. Quando grávida procurei uma creche para deixar minha filha já aos 2 meses de idade. O que isso acarretava? Nada de amamentação e nada de carinho materno, presença, nada... Também pensava comigo em deixá-la chorando até dormir, até porque esse seria o correto a se fazer.
É.. hoje eu vejo o quanto mudei meus conceitos. O quanto a maternidade me fez perceber o meu papel mamífero. E nós, que somos mães temos consciência de que o melhor é mesmo estar presente, ser presente e se dar por completo.
Acho que foi esse o segredo do sucesso do relacionamento que tenho com minha filha. Quando se é mãe não existe um manual ou um roteiro a se seguir. Há sim uma completa confiança e fidelidade, que nos fazer perceber quando estamos prontos para a próxima fase.