sábado, 2 de abril de 2011

Qual o próximo passo?

É muito bom poder dizer: Eu consegui!
Minha filha dorme no berço e não precisa mamar para dormir. Que maravilha.
Bem, bom realmente é. Mas o que vou escrever vai mais além disso. Aliás, poderia dizer que vai de encontro a tudo isso.
Recebi alguns e-mails relacionados a última postagem que fiz. Todos eles perguntando como eu fiz para fazer minha filha dormir sem o peito, como eu poderia ajudar a treinar seus filhos a fazerem o mesmo e como eu poderia ajudá-las.
Honestamente eu adoro ajudar. Gosto muito que eu possa dar algumas dicas maternas, até porque sou mãe! Mas o fato é que não gosto muito de pensar que estou criando um manual.
É ótimo que tudo que tentei com minha filha tenha dado certo conosco. Mas não foi algo regrado.
Eu e Julinha somos muito unidas. Acho que o fato de nos unirmos tanto foi o que nos deu a liberdade de tomar algumas atitudes diferentes no nosso cotidiano.
Minha filha mama e mama muito. Adora ficar no peito. Ta certo que ultimamente ela havia deixado de lado o peito, mas desde uns 3 dias atrás voltou com força total. E eu nem preciso dizer que eu amo oferecer o peito para a minha filha. Mesmo caminhando para o 8º mês, o que considero pouco, diga-se de passagem.
Além disso nós não nos desgrudamos nem para dormir. Apesar de eu ter conseguido fazer ela dormir no berço, quetinha, na dela e tranquila, não era isso que eu queria. Sentia falta dela comigo, era tão bom. Então eu, toda vez que vou dormir, coloco ela na cama de novo. Nem preciso dizer o quanto minhas noites são calmas, de paz. Pela manhã, ela acorda e nem chora, não grita, não me chama. Ela vê que estou dormindo e fica brincando sozinha. Quando se cansa volta-se a mim e fica pegando no meu rosto, no meu cabelo e, na maioria das vezes, pede para mamar, ou só chupetar, não importa.
Durante o dia, se ela mostra traços de que vai chorar, eu logo pego no colo. Nunca pensei em deixá-la chorar, e não aprecio quem faz isso. Brinco com ela, sento no chão a sua frente, enquanto ela brinca com os brinquedos, e fico mexendo no computador. Se ela me chama, ou se eu quero brincar com ela, lá vou eu!
Durante 6 meses amamentei Julinha, exclusivamente no peito e nunca (a não ser nos 3 primeiros dias, nem sei por que) cronometrei as mamadas, não olhava para o relógio e falava: hora de mamar. Mesmo minha filha sendo magrela, e como é!
O fato é que se eu fosse seguir o "manual", se eu fosse aderir a tudo que me mandaram fazer eu não teria feito nada disso.
Teria deixado que ela chorasse durante minutos, até mesmo horas, durante a noite, somente para dormir de cansaço. Simplesmente porque a pediatra mandou, porque para a pediatra o importante era que eu dormisse, e ela dormiria, consequentemente. Nem preciso dizer que nesta eu não voltei.
Não teria amamentado minha filha exclusivamente, pois segundo esta mesma pediatra, teria que lhe dar água, assim como também água batida com ameixa. Simplesmente porque minha filha estava com o intestino preso, por 10 dias, o que é normal em recém-nascidos. Não dei, deixei agir naturalmente, e ao contrário do que a pediatra disse, ela não tem problemas intestinais por conta disso!
Teria dado mamadeira e chupeta, principalmente porque o comentários do tipo: Tadinha, ela quer uma chupeta; não paravam de serem ditos! Ela não quer, e não quer porque nunca teve e não precisa!
Sem contar as incessantes vezes em que a deixaria reclamar no berço e no tapetinho só porque ela queria minha presença, tem base? Vai mimar a menina para que? Estragar ela? (????!!!!).
Uma mulher "estraga" porque seu marido a afaga todos os dias quando a vê e a elogia? Acho que não...
Nós mães devemos perceber o que é prioridade para os nossos filhos. Quando nos tornamos realmente mães tudo muda. Até todos aqueles conceitos que tinhamos ao estarmos grávidas.
Comigo, pelo menos, foi assim. Quando grávida procurei uma creche para deixar minha filha já aos 2 meses de idade. O que isso acarretava? Nada de amamentação e nada de carinho materno, presença, nada... Também pensava comigo em deixá-la chorando até dormir, até porque esse seria o correto a se fazer.
É.. hoje eu vejo o quanto mudei meus conceitos. O quanto a maternidade me fez perceber o meu papel mamífero. E nós, que somos mães temos consciência de que o melhor é mesmo estar presente, ser presente e se dar por completo.
Acho que foi esse o segredo do sucesso do relacionamento que tenho com minha filha. Quando se é mãe não existe um manual ou um roteiro a se seguir. Há sim uma completa confiança e fidelidade, que nos fazer perceber quando estamos prontos para a próxima fase.

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