terça-feira, 19 de abril de 2011

Extremista, eu? Sim!

Minhas opiniões são muito fortes, as defendo com unhas e dentes e nunca faço questão de apaziguar isso. Claro que tenho bom senso, não vou chegar, por exemplo, em uma amiga que quer desmamar um filho de 4 meses e enchê-la de insinuações, bem como não chegarei em outra super capitalista para falar sobre comunismo.
Não adianta, isso não convencerá!
Sou extremista sim, mas radical não. Saber usar as palavras é fundamental. E essa semana fui atormentada por palavras grotescas, para dizer o mínimo, sobre a minha pessoa. Como se eu devesse me "adequar as regras" e não expor aquilo que acredito e que pesquiso, que leio e vivencio muito para falar.
Uma mulher pergunta qual o leite ideal para fazer seu filho parar de requerê-la tanto durante madrugada a dentro.
Gostaria de fazer aqui uma observação: leite ideal? Como assim?
Ela diz que já tentou de tudo, e vários, mas mesmo assim seu filho, de menos de 7 meses lhe mama o peito a noite inteira, caso ela o tire do peito ele chora.
A partir de agora não serei eu quem irá escrever, faço das palavras de Laura Gutman as minhas e ponto final.

Anular um sintoma do bebê não deveria jamais ser um objetivo. Pelo contrário. Deveriamos ser capazes de sustentar o sintoma até entender o que está acontecendo e qual é a situação emocional que a mãe precisa compreender ou atravessar. Parte-se do fato de que, se o bebê o manifesta, é porque faz parte da sombra da mãe. Mas [...] O bebê manifesta a sombra, aquilo que não é reconhecido como conscientemente pela mãe. 
[...] De fato, mulheres muito imaturas,  que não foram mimadas, ou não se beneficiaram do olhar atendo e profundo de seus progenitores, costumam ser ingênuas a ponto de acreditar em qualquer coisa e em qualquer um que lhes apresente diante delas com autoridade. [...]
Em relação ao desmame, são tantas as mulheres distanciadas de sua essência, que fica fácil impor comportamentos que atendem contra a lactação defendendo o desmame precoce, às vezes de maneira sub-reptícia. A mais comum ocorre nas visitas pediátricas dos 3,4 ou 5 meses, quando o médico entrega uma 'receita', prescrevendo os alimentos que o bebê deve começar a ingerir. A primeira sensação das mães é de angustia. Mas, acostumadas a deixar de lado suas intuições naturais, aceitam a interferência.  

Um comentário:

  1. Todos deveriam ter o direito de se expressar, mas isso requer respeito mútuo.

    ResponderExcluir