sexta-feira, 24 de junho de 2011

Momento expectativa

Estou muito, mas muito, mas muito ansiosa mesmo.
Amanhã será um grande dia para mim. Junto com duas mulheres de guarra; Michelle e Inês, consegui fazer com que o GHUAPA se tornasse possível e real. Que saísse do plano imaginável para o plano real e palpável. Palpável sim, pois está bem aqui, na minha frente e eu posso tocá-lo.
A grande expectativa se deve ao fato de que amanhã será a primeira reunião do grupo, fico com medo de travar, não conseguir falar, de não saber o que responder ou o que fazer. Medo de não ter espaço suficiente para acomodar todas, ou de faltar todas e ter muito espaço vazio.
Essa incerteza me faz ter ainda mais certeza de que esse projeto foi algo necessário. A incerteza parte do ponto de nunca ter tido uma experiência do gênero aqui em Goiânia. Não há muitos grupos de apoio ao parto humanizado, os que tem são pouco divulgados e atingem um baixo número de participantes, ou são cursos, ou então é para casais. Mães solteiras, desquitadas ficam onde?
O GHUAPA não, este foi um grupo em que sabia que se trataria de mães e mulheres em diversas situações, por isso é focado apenas para elAs.
O link do grupo fica AQUI e a expectativa também, não vejo a hora do dia de amanhã chegar, de quebrar o gelo e de finalmente fazer com que tudo aconteça!

terça-feira, 14 de junho de 2011

As perguntas Cretinas

Muita gente vem falar comigo com pena. Com aquela curiosidade maldosa, com aquelas perguntas cretinas e mais parece que querem ouvir aquela resposta infeliz do que qualquer coisa na vida.
“Nossa, mas você está com quantos anos? Você já tem filha? Meu Deus, e vive aí, com seu pai? E seus pais como estão em relação a ela? E aí, parou de estudar? Você ta fazendo o que?”
Me pergunto se é pura ignorância ou se é por implicância mesmo. Será realmente que eu precisaria responder? Por que não me perguntam coisas do tipo: Você está bem? Nossa, como sua filha é linda. Vocês brincam muito? Seu pai gosta de passear com ela? E os estudos vão bem?
Mas sabe o que é mais engraçado, eu também faço o mesmo (acredito que hoje posso dizer “fazia”). Esses tempos um amigo me informou da gravidez de uma conhecida (que não gostávamos muito). Não sei por que, e me envergonho de dizer isso, eu ri.
Ri como se dissesse: está vendo, você achou tão engraçado comigo, pensou que isso nunca iria te acontecer, e agora?
E hoje me pergunto por que pensei essa estupidez. Minha ignorância na hora foi de pensar o que todos pensam, é claro: Está vendo? Agora eu quero ver, com filho pra criar. Ah, agora sim, acho é pouco.
Burrice a minha. Eu poderia dizer que mal sabia eu que o que eu pensara era a coisa mais idiota do mundo. Mas a verdade é que eu sabia.
Então, o que me levou a pensar dessa forma?
Para dizer bem a verdade, a resposta eu não sei. Talvez pela criação, minha mãe falando sempre que filhos são as piores coisas do mundo. Talvez pelo massacre social à mulheres (nunca homens) que tem filhos fora do casamento. Mas a verdade é que até em casamentos, quando se avisa que quer ter filho, sempre há alguém para criticar, para crucificar a maternidade.
Então, me pergunto novamente, por que eu ri?
Porque no auge da minha burrice eu deixei transparecer o meu senso comum, o meu “pior lado”.
Um filho não é simplesmente uma benção porque dizem ser. Ter um filho significa mudança. E quando se tem filho a vida muda, para melhor.
O amor inexplicável torna a ser inexplicável, e o amor incondicional realmente torna-se real, ele passa a realmente existir. Traz luz para a casa, literalmente traz luz para casa, queremos mais janelas e portas abertas, porque queremos ver o dia lindo de chuva ou de sol lá fora. Ter um filho em qualquer situação (digna) que seja é uma dádiva e com ele vem transformações, felicidades, maiores alegrias, satisfações e a vida torna a ter sentido. Ela faz sentido.
Portanto, voltando ao cerne da questão, ao me perguntarem se a minha vida está boa, se alguém está aceitando minha filha (nunca intendo essa indagação) e se estou fazendo alguma coisa.
Bom, será que posso responder que estou evoluindo mais do que você, e mais satisfeita?

domingo, 5 de junho de 2011

A eterna metamorfose dos bebês

Se há uma coisa que descobri neste curto periodo materno é que os bebês mudam.
Eles mudam constantemente e por qualquer motivo, seja uma dor do dente que está nascendo, seja o pico do crescimento, seja a fase da crise ou a crise dos 9 meses. Eles são dominados por fases que se juntam e parecem uma só.
"Treinar" um bebê a dormir é uma matéria impossível, não há possibilidade de fazer o bebê dormir sempre de tal maneira.
Por mais que haja uma rotina e que na maioria das vezes o bebê durma de uma maneira, sempre há mudanças.
Lembro-me de um dos meus posts, escrevi que consegui finalmente fazer Julia Valentina dormir sem mamar. Realmente, ela dorme sem mamar, na maioria das vezes, mas também tem vezes que eu simplesmente não sei como a coloco para dormir. Simplesmente não sei.
A pego no colo, embalo e vejo que aquilo que estou fazendo simplesmente não está adiantando de nada. Mas ao mesmo tempo penso: Isso é o que fazemos todos os dias!
A hora da comida é outra batalha. É ótimo que Julia coma de tudo, mas há dias que não come absolutamente nada. Me pergunto até como ela consegue?!  Simplesmente não come. Mas mama, pelo menos, né?
Há alguns meses atrás Julia odiava sair, não gostava que outras pessoas se aproximassem dela e se quer tocá-la. Chorava muito, então resolvi não insisti. Deixei de sair, de ir ao shopping ou casas de outras pessoas, enfim, resolvi fica em casa a maior parte do tempo, até mesmo supermercado eu racionava.
As pessoas sempre me diziam: Tem que inisistir, tem que forçar para ela aprender.
Nunca entendi isso, quando a gente tem um medo, de altura, por exemplo, então tem que colocar a pessoa no alto de um prédio sem proteção para ela aprender? Ou medo de água. Deve jogá-la no meio do oceano?
Nunca a forcei a nada, sempre pensei que uma hora ela aprenderia. Hoje Julia adora sair! Ela fica quetinha no começo, perto de mim, na dela, mas depois de um tempo se familiarizando com o local, é ela quem chega perto das pessoas e fica brincando, puxando o cabelo dos outros hahaha é a coisa mais linda do mundo!
Ela também sempre teve a hora de dormir, depois das 16:30 horas eu não saia de casa, porque ela ficava estressada, cansada, ela queria ficar em casa, se preparando para a hora de dormir, que no caso dela, ela já fica com sono por volta das 17:50.
Pois bem, era horrível, mas também não saia por volta desse horário. Mas mês passado, no aniversário do meu irmão, resolvi levá-la. Era de noite e ela simplesmente ficou a noite inteirinha curtindo, brincando com as outras crianças e feliz! Chegou no carro e pumba, apagou!
E, novamente, o que aprendi?
Não preciso forçar minha filha a nada, ela tem seu tempo, sua hora e uma hora ela aprenderá a se manter acordada quando precisa, a se familiarizar quando se sentir segura, a se adaptar a novos lugares. Eles vivem em metamorfose. São bebês em eterno aprendizado, e que bom, pois sou mãe em eterno aprendizado também.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Parto Natural

Vi esta imagem no FB, depois vi no blog Mamíferias e como eu estava há um tempo sem postar, por conta do grupo que estou fundando o GHUAPA, então resolvi dar uma passadinha aqui e publicar uma das coisas à qual defendo. 
Mas volto em breve!