sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Amamentação x Violação da prática

Sinceramente, nunca ouvi uma critica dos outros de uma criança que com 3 anos (ainda) chupa chupeta, que com 4 anos (ainda) mama na mamadeira, que com 1 anos (ainda) não sabe usar copinho. Eu não falo nada, para quem me conhece sabe muito bem minha opinião e posição em relação a isso, mas não falo principalmente porque é uma escolha da mãe, ou dos responsáveis. Se quiser minha opinião, se quiser que eu responda algo, aí tudo bem, eu falo mesmo, sem ressalvas, agora acho desnecessário eu transmitir uma opinião sem necessidade.
Entendo que tenho muitas amigas que querem me ajudar, me orientar, é minha primeira filha, mais nova que seus filhos e que, pela experiência sei que tem muito a me ensinar e eu também a aprender. Só que as minhas amigas também me conhecem e sabem muito bem que eu não vou deixar de amamentar a minha filha, então em relação isso pouco tocam no assunto, e se tocam é de forma mais amena.
No entanto estou me sentindo extremamente violada ultimamente, como se eu fosse um bicho burro, uma ameba ambulante que é louca de amamentar uma filha que já tem dentes ou que já anda, e me pergunto "como assim?".
Será que as pessoas não tem senso de crítica, será que não entendem que a mulher tem direito sobre o próprio corpo e de decisão saudável em relação a criação do próprio filho que pariu e que dá a vida?
Pois bem, quero deixar bem claro que não sou uma vaca mimosa, que não sou uma ameba ambulante e que sei criar a minha filha. Erro com certeza, erro todos os dias, mas se erro é tentando acertar, pois é óbviu que não faço nada para ferir a minha filha.
Escutar que eu tenho que desmamar a minha filha simplesmente porque ela tem dentes na boca, porque já anda ou porque tem um ano e já está "velha demais", ou simplesmente porque é nojento, para mim é grotesco. Não, não é nojento. Foi desse peito que ela pôde sobreviver durante os seus 6 primeiros meses de vida exclusivamente, foi desse peito que ela conseguiu e consegue um carinho inigualável, é nesse peito que ela consegue dormir em paz, é nesse peito que ela encontra vida, carinho, amor de mãe.
Não me importo se você acha que amamentar é até os 6 meses ou se o ministério da saúde coloca na caixa de leite um anúncio que amamentação deve ser mantida até os 2 anos ou mais, não me importo se você acha que eu tenho que tampar meu peito (e a globeleza não), não me importo mesmo. Fique com seus pensamento para si, pois eu fico com os meus quando vejo um bebê com chupeta na boca (e confesso que acho até bonitinho uma criança mamando na mamadeira).

domingo, 14 de agosto de 2011

Homem não engravida!

Eu hoje, como sempre, acesso o meu facebook e encontro uma reportagem que é de "dá dó". Na chamada estava escrito a experiência de um jornalista que está prestes a ser pai, sua mulher está grávida de seis meses, no entanto ele escreve que é o "fulano de tal" grávido de seis meses.
Sinceramente, não sei quem inventou essa expressão e não me atrevi a procurar, mas é simplesmente incabível. Quem fica gravidA é a mulher, ponto final. Somente ela sabe o que acontece e por mais que tente explicar ele nunca entenderá. A alteração hormonal ocorre na mulher, os níveis de estresse aumentam na mulher, a frequência cardíaca, o fluxo sanguíneo, o inchaço, o filho. Tudo acontece com ela, aliás com eles, a mãe e o bebê. O pai, querendo ou não, é mero coadjuvante.
Claro que isso não significa que o pai não esteja se formando como pai ao longo dos 9 meses de gestação. Ele se forma pai a medida que vivencia a gestação, que acompanha as ultrassonografias, que vê a barriga crescer, sente o bebê mexer, compra o enxoval, alguma roupinha, apóia a amamentação e a vivencia do parto. Ele constrói o seu papel paterno todas as vezes em que seu desejo de ser pai se aprofunda ainda mais, mas nada disso lhe dá o direito de dizer que está gravidA.
Gravida sim, porque essa palavra não muda de acordo com o gênero, ela se mantém como é, único e exclusivamente porque a gravidez é um estado do corpo feminino e da sua esfera.
Estar grávida significa o inexplicável, que por mais que tentemos expressar é impossível de entender se não estiver gravida!
A gravidez, o parto, a amamentação é um momento da mulher! Claro que pode ser compartilhado, pode ser vivido pelos outros que estão a volta, mas não pode ser experienciado.
Ao invés de nos tirar até mesmo a capacidade de gestar, vivenciá-la, mas sem tomar posse dela, isso é se formar como pai. É permitir que a mulher geste seu próprio filho, sem querer se apossar dessa vivência única da mulher. Permitir que escolha a forma de parir, permitir que escolha amamentar, permitir que escolha CC.
Porque não importa o que digam, ou o quanto o homem participa da gestação da mulher, somente nós mulheres sabemos o que é estar grávida.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sindrome da desistência

Não sei se desisti ou se deixei meus instintos maternos falarem mais alto, mas a verdade é que não desmamei e nem se quer tentei desmamar minha filha.
Não que não tive coragem, não é isso, mas é que simplesmente não preciso. Sei que posso conviver com isso, mas algo me fez refletir.
Há horas em que definitivamente amamentar enche o saco! E enche mesmo, assim, da agonia, dá até raiva. "Ô coisa chata!".
Mas há horas em que simplesmente amamentar é preciso, somente por ser.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Quero ser independente

Esses dias essa questão de independência vem rodeando minha mente.
Uma amiga minha veio me falar que é independente porque saiu da casa dos pais. Discordo, não considero isso ser independência, aliás não considero nem de longe.
É apenas uma fase, fase pela qual passei, pela qual enfrentei e que me fez amadurecer e errar demais. Isso para mim não é independência é aprendizagem, é uma etapa da vida.
Tenho uma prima a qual me orgulho muito, vivo pensando que quando crescer quero ser igual ela, se chama Valéria e ela é um grande exemplo para mim. Independente como só ela. Uma mulher maravilhosa, que se esforçou para conseguir um cargo público maravilhoso, comprar o carro do ano, vestir as melhores roupas, conhecer as pessoas mais influentes e ser a mais influente. Ela é incrível, e mora na casa dos pais, e aí? Ela é não é independente, então?
Aliás, casa dos pais que por sinal é nossa, não é mesmo? Por que falamos tanto "casa dos pais" se é a casa em que crescemos, que moramos que convivemos desde o nascimento (ou não).
Portanto esse conceito de "independência" para mim não existe.
Mas, apesar de todo esse desabafo, não era sobre esse contexto que queria falar. A independência que busco é entre eu e minha filha. Não sou louca de dizer que quero que ela tenha autonomia desde já, não é isso, mas ao contrário, quem precisa sou eu.
Quero minha cama de volta, quero dormir uma noite inteira novamente, quero pode escovar bem os dentes pela manhã e, principalmente, ter meios seios de volta! Acho que esse é o principal.
Eu amo dormir com minha filha, cama compartilhada para mim é uma ótima opção, mas cansei.
E estava conversando com outras mães que tenho o prazer de conhecer e nossa, acho que é a hora do "cansei" rsrsrs
Decidi que vou começar um desmame gradual, não natural e definitivo. Foi uma decisão que somente eu tomei. A amamentação é algo maravilhoso, mas já estava se tornando, além de cansativo (que sempre foi, apesar de tudo) desgastante. Eu estou exausta e estressada, não posso e nem quero mais continuar.
Bom, se é essa a independência que busco, então terei de fazê-la!