Inacreditável,
é a palavra que encontrei para descrever o que vi no shopping. Sim, local público e em plena luz do dia.
Uma mãe levava sua filha, juntamente com a avó, para passear no shopping, de coleira!
Era exatamente aquela coleira de cachorro que passa pelo peito, só que tinha um bichinho nas costas para disfarçar.
Honestamente, não acredito que isso seja vendido. Para mim é algo imoral e quem usa isso no próprio filho não deve imaginar o significado disso.
A gente mal toca nos nossos filhos quando eles nascem. Mesmo pesando pouquíssimos quilos os pais preferem andar com eles no bebê conforto em cima do carrinho. Nem pegar para colocar no carrinho pega. Tudo questão de "facilidade".
Aonde está o toque? Aonde fica a questão de acompanhamento, de aconchego, de andar ao lado das nossas crianças? Elas são obrigadas desde cedo a se confortarem com uma pedaço de pano, ao invés de ser no colo da mãe, do pai, da pessoa que o cria.
Nossos filhos não podem ser criados dessa forma.
Essa cena foi tão chocante, que simplesmente não sei o que dizer, fiquei sem palavras, mas não poderia deixar de escrever sobre isso, mas no momento, me faltam palavras.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Aquela dor doída
Hoje o que eu sinto é dor.
Uma dor irremediável, uma dor incurável e que não vai passar, não vai, eu sei que não. Essa dor só aumenta, ela é sentida em todas as datas comemorativas, em todos os aniversários, a todo momento em que queremos dividir.
Essa dor que sinto hoje é um misto. Misto de raiva, tristeza, de revolta.
Isso não vai passar, eu sei, mas com o tempo eu acho que a gente controla e passa a não chorar mais, nem se lamentar, apenas entender, compreender e se acalmar com mais facilidade.
Essa é a dor da perda, do Luto, aquela tristeza de que nunca mais, mas nunca mais mesmo, eu conseguirei te abraçar e nem escutar sua voz.
Me encho de lágrimas porque meu homem, meu único homem foi embora, você agora é meu anjo, meu guia, mas nunca deixará de ser meu irmão.
Poxa cara, por que você fez isso? Por que você nos deixou? Essa não é a ordem natural, não tá certo, por que você deixou o papai e a sua mãe?
Eu to revoltada! Você deveria estar aqui agora! É aqui aonde você deveria estar.
Meu Deus, eu quero o meu irmão.
Quem é que vai falar "Cadê a feinha do tio"? Quem é aquele cara que inventa do nada apelido em todo mundo, aquele irmão que me chamava de "filinha", que chamava sua esposa de "bella", onde ele esta?
Ê Vlader, você se foi cedo demais, mas cumpriu seu legado. O meu sobrinho, que antes eu via com aquele olhar delicado, aquela criança, que nada, engano meu, hoje ele é um homem. Ele segurou mano, ele não se abalou, se manteve firme e recordou do que você sempre dizia a ele.
Meu sobrinho me chamou: Elisa, ele sempre falava "se algo acontecer comigo, não para a vida por causa de mim não, olha pra frente e continua sua vida", ela continua, mas não precisava ser sem você.
Eu sinto muito Vlader, eu sinto mesmo. A dor é forte demais, o sofrimento é inevitável, não foi fácil.
Não foi fácil, não foi fácil ver meu pai tão firme, mas ao levá-lo, vê-lo segurar com todas as forças seu choro, ele não chorou, ele não quis chorar, até se dar conta de que não teria mais volta.
Eu perdi mais que um irmão, eu perdi meu protetor, meu fiel companheiro, meu amigo para todas as horas, meu briguento com coração mole, aquele cara que só queria saber da família, o único tio da minha filha, o único homem da família, o maior torcedor da fiel, o churrasco de todo domingo, o passeio para a chácara, o aniversário de 13 de maio, o filho, o pai, o irmão, o tio, o esposo, o padrasto. Hoje é o primeiro dia sem você, para toda uma vida, mas tudo o que você fez não foi para você, foi pela sua família, e é isso que vai ficar de você, a família que você formou e que eu não vou abandonar nunca, e que será lembrada para sempre, junto com a sua memória.
Adeus meu irmão, adeus.
Uma dor irremediável, uma dor incurável e que não vai passar, não vai, eu sei que não. Essa dor só aumenta, ela é sentida em todas as datas comemorativas, em todos os aniversários, a todo momento em que queremos dividir.
Essa dor que sinto hoje é um misto. Misto de raiva, tristeza, de revolta.
Isso não vai passar, eu sei, mas com o tempo eu acho que a gente controla e passa a não chorar mais, nem se lamentar, apenas entender, compreender e se acalmar com mais facilidade.
Essa é a dor da perda, do Luto, aquela tristeza de que nunca mais, mas nunca mais mesmo, eu conseguirei te abraçar e nem escutar sua voz.
Me encho de lágrimas porque meu homem, meu único homem foi embora, você agora é meu anjo, meu guia, mas nunca deixará de ser meu irmão.
Poxa cara, por que você fez isso? Por que você nos deixou? Essa não é a ordem natural, não tá certo, por que você deixou o papai e a sua mãe?
Eu to revoltada! Você deveria estar aqui agora! É aqui aonde você deveria estar.
Meu Deus, eu quero o meu irmão.
Quem é que vai falar "Cadê a feinha do tio"? Quem é aquele cara que inventa do nada apelido em todo mundo, aquele irmão que me chamava de "filinha", que chamava sua esposa de "bella", onde ele esta?
Ê Vlader, você se foi cedo demais, mas cumpriu seu legado. O meu sobrinho, que antes eu via com aquele olhar delicado, aquela criança, que nada, engano meu, hoje ele é um homem. Ele segurou mano, ele não se abalou, se manteve firme e recordou do que você sempre dizia a ele.
Meu sobrinho me chamou: Elisa, ele sempre falava "se algo acontecer comigo, não para a vida por causa de mim não, olha pra frente e continua sua vida", ela continua, mas não precisava ser sem você.
Eu sinto muito Vlader, eu sinto mesmo. A dor é forte demais, o sofrimento é inevitável, não foi fácil.
Não foi fácil, não foi fácil ver meu pai tão firme, mas ao levá-lo, vê-lo segurar com todas as forças seu choro, ele não chorou, ele não quis chorar, até se dar conta de que não teria mais volta.
Eu perdi mais que um irmão, eu perdi meu protetor, meu fiel companheiro, meu amigo para todas as horas, meu briguento com coração mole, aquele cara que só queria saber da família, o único tio da minha filha, o único homem da família, o maior torcedor da fiel, o churrasco de todo domingo, o passeio para a chácara, o aniversário de 13 de maio, o filho, o pai, o irmão, o tio, o esposo, o padrasto. Hoje é o primeiro dia sem você, para toda uma vida, mas tudo o que você fez não foi para você, foi pela sua família, e é isso que vai ficar de você, a família que você formou e que eu não vou abandonar nunca, e que será lembrada para sempre, junto com a sua memória.
Adeus meu irmão, adeus.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
De quem é a culpa?
Uma mulher morre no Brasil, vítima de violência obstétrica, vítima de toda uma sociedade.
Ela teve de escutar que não queria fazer força, que era frouxa, teve o marido forçado a fazer força sobre sua barriga... Teve um parto e uma vida destruídos.
Lembro-me de quando fui parir e fui submetida às mesmas humilhações. Não as verbais, mas humilhações que me doem até hoje.
Definitivamente, parir é uma ação exclusiva da mulher. Ninguém FAZ um parto, a mulher tem toda a capacidade de parir
É ultrajante ter um parto hospitalar, normal, com a sociedade obstétrica de hoje. São poucos os médicos que entendem que devem agir se necessário e não bancar o bom e falar que "fez o parto"
Os dotô esquecem que são meros coadjuvantes em relação ao nascimento, e a sociedade tem que parar de ficarem espantados quando uma mulher fala isso.
E agora, de quem é a culpa? Deve ser sua, que coloca toda a sua confiança, toda a sua vida e toda a sua ignorância nas mãos dos dotô, sem questionar nada, sem estudar nada e sem acreditar que é capaz. É sua que critica a mulher que quer, a mulher que pode e que sabe que pode. É sua quando chama de louca aquela mulher que decide empoderar-se. É sua quando realmente crê em tudo, cegamente.
Se você não questiona, se não toma uma atitude, você é o culpado. Culpado porque endeusou aquele que, assim como nós, é um eterno aprendiz, suceptível ao erro e que ao invés de apoiar a capacidade biológica feminina, apóia sua conta bancária. Porque tempo é dinheiro!
De quem é a culpa? De quem...
Ela teve de escutar que não queria fazer força, que era frouxa, teve o marido forçado a fazer força sobre sua barriga... Teve um parto e uma vida destruídos.
Lembro-me de quando fui parir e fui submetida às mesmas humilhações. Não as verbais, mas humilhações que me doem até hoje.
Definitivamente, parir é uma ação exclusiva da mulher. Ninguém FAZ um parto, a mulher tem toda a capacidade de parir
É ultrajante ter um parto hospitalar, normal, com a sociedade obstétrica de hoje. São poucos os médicos que entendem que devem agir se necessário e não bancar o bom e falar que "fez o parto"
Os dotô esquecem que são meros coadjuvantes em relação ao nascimento, e a sociedade tem que parar de ficarem espantados quando uma mulher fala isso.
E agora, de quem é a culpa? Deve ser sua, que coloca toda a sua confiança, toda a sua vida e toda a sua ignorância nas mãos dos dotô, sem questionar nada, sem estudar nada e sem acreditar que é capaz. É sua que critica a mulher que quer, a mulher que pode e que sabe que pode. É sua quando chama de louca aquela mulher que decide empoderar-se. É sua quando realmente crê em tudo, cegamente.
Se você não questiona, se não toma uma atitude, você é o culpado. Culpado porque endeusou aquele que, assim como nós, é um eterno aprendiz, suceptível ao erro e que ao invés de apoiar a capacidade biológica feminina, apóia sua conta bancária. Porque tempo é dinheiro!
De quem é a culpa? De quem...
Assinar:
Postagens (Atom)